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Pesquisa CNT

Mesmo com melhora das rodovias brasileiras, mais da metade dos trechos tem problemas

De acordo com a pesquisa da CNT, 57% das rodovias avaliadas possuem algum tipo de deficiência no pavimento, sinalização ou geometria

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Rodovia no estado de Alagoas. Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR

A qualidade das rodovias brasileiras melhorou neste ano, mas mais da metade delas têm deficiências, como aponta a 22ª pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta quarta (17). O órgão avaliou mais de 100 mil quilômetros de estradas por todo o país.

De acordo com o levantamento, 57% das rodovias avaliadas possuem algum tipo de deficiência no pavimento, sinalização ou geometria — 35,2% estão regulares, 15,3% ruins e 6,5% péssimas —, o que equivale a pouco mais de 61 mil quilômetros pesquisados.

O restante, cerca de 31,4% ou pouco mais de 33 mil quilômetros, foram avaliados pela CNT como bons. Trechos avaliados como ótimos somaram 12 mil quilômetros, cerca de 11% do total.

Mesmo que mais da metade das rodovias do país ainda tenha problemas, o índice é inferior aos 61,8% apontados no levantamento do ano anterior e aos 58,2% identificados na pesquisa divulgada em 2016.

Por região

A pesquisa aponta que a região com as piores condições de infraestrutura é a Norte, com 77,7% da extensão avaliada como regular, ruim ou péssima. O Centro-Oeste tem o segundo pior índice com 59,59%, seguido pelo Nordeste (58,3%) e Sul (56,2%).

No Sudeste, que concentra a maioria das rodovias concedidas à iniciativas privadas, teve resultado oposto, com o mais baixo índice entre as cinco regiões: 41,5% dos trechos foram avaliados como regulares, ruins ou péssimos.

No ranking das melhores ligações rodoviárias, o trecho São Paulo-Limeira aparece em primeiro lugar; em seguida aparecem os trechos Campinas-Jacareí e Bauru-Itirapina — todas ligando cidades do estado de São Paulo.

Público x concessão

De acordo com o levantamento da CNT, as rodovias sob gestão concedida se destacam entre as mais bem conservadas do país: dos 19.598 quilômetros cedidos à iniciativa privada analisados 8.349, ou 42,5% do total, têm estado geral ótimo. Apenas 4,6% das via sob gestão pública aparecem dentro desse índice. Entre os trechos avaliados como péssimos, só 10 quilômetros são concedidos. Nas públicas, o índice chega a 8%. (Com informações da FolhaPress)

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