Operação Magister

Professor sem diploma comprou vaga em concurso público por R$50 mil

Polícia investiga fraudes em concursos públicos em Brasília

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Em depoimento à polícia, um dos professores presos durante a Operação Magister, deflagrada na última quarta (28), revelou ter pago R$ 50 mil para passar no concurso da Secretaria de Educação. Procurado pelo esquema criminoso, o suspeito diz ser cobrado por mais R$50 mil. O professor aprovado irregularmente não tinha nem ensino superior; apenas segundo grau completo.

As investigações apontaram ainda que os investigados preenchiam poucas questões e algumas linhas da redação. O cartão de resposta entregue era completado pelos integrantes da quadrilha. Os candidatos chegavam a usar uma caneta especial para que a tinta fosse apagada depois com o calor do fogo. Depois, as respostas certas eram marcadas no gabarito.

Todos os nove presos temporariamente já foram liberados. A Polícia Civil chegou a prender seis professores recém-nomeados pela Secretaria de Educação e cinco pessoas que exerciam atividades administrativas na pasta.

O líder do esquema criminoso seria Hélio Ortiz, já preso preventivamente na primeira fase da Operação Panoptes. A quadrilha contava com a ajuda de um funcionário da banca examinadora do Cebraspe, que era responsável por identificar as provas marcas e preencher os gabaritos.

O grupo criminoso negociava ainda a compra de diplomas de ensino superior, para os candidatos que queriam vagas para o nível, mas não tinham graduação. De acordo com a Polícia Civil, este ano, serão presos candidatos que fraudaram pelo menos outros 12 concursos no Distrito Federal.

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