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Passeio ilegal

Prisões no caso de mortes em catamarã de Maragogi dependem da Marinha

Naufrágio matou duas idosas no último sábado (27) e polícia e MP aguardam perícia

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Com passageiros sem coletes salva-vidas, lotação acima da permitida e sem permissão para realizar passeios, o catamarã “Tô a Atoa IV” naufragou com cerca de 60 passageiros no último sábado (27) e causou a morte de duas idosas, em Maragogi (AL), no Litoral Norte de Alagoas. A Polícia Civil e o Ministério Público de Alagoas aguardam perícia Marinha do Brasil, para pedir prisões e punir os responsáveis pelas mortes das turistas cearenses.

A embarcação irregular é de propriedade do irmão do ex-prefeito de Maragogi, Marcos Madeira, mas ainda estaria registrada em nome de Simone Valéria Furtado Leite.

A Capitania dos Portos de Alagoas investiga o acidente que provocou a morte das turistas de Euzébio (CE): Fátima Façanha da Silva, 65 a nos e Lucimar Gomes da Silva, 69 anos. O naufrágio envolveu um suposto choque da embarcação com uma pedra nos passeios para as piscinas naturais de Maragogi. Seus corpos foram liberados na tarde de ontem (28) e devem chegar, na manhã de segunda-feira, em Fortaleza (CE).

Em nota, publicada na tarde deste domingo, a Capitania dos Portos lamentou a ocorrência trágica e informou que um inquérito está em andamento para apurar os detalhes que levaram a embarcação a virar e afundar. Serão realizadas oitivas de testemunhas, análise de documentos e perícia da embarcação. “A embarcação está inscrita na CPAL para a atividade de transporte de passageiros e encontrava-secom sua vistoria válida”, disse o órgão da Marinha do Brasil.

O MP de Alagoas divulgou documentos que comprovam que o órgão ministerial e a Prefeitura de Maragogi agiam pelo menos desde maio deste ano para tentar combater o transporte aquaviário ilegal pelo catamarã “Tô a Atoa IV”. Um auto de infração da Prefeitura de Maragogi registrou, em 02 de maio, multa de R$ 5 mil contra a embarcação, por atuar comercializando o passeio para piscina natural de Barra Grande, sem o alvará que autorizaria a atividade.

A promotora de justiça Francisca Paula orientou a Polícia Civil a pedir a prisão dos responsáveis pelo acidente. “Caso a autoridade policial não o faça num curto espaço de tempo, ela vai requerer essas prisões ao Poder Judiciário”, disse a assessoria do Ministério Público de Alagoas.

À representante do MP, a polícia informou que o homem identificado como Wanderson alugou a embarcação. Além dele, familiares das vítimas e o ex-prefeito Marcos Madeira foram ouvidos. E, segundo a promotora declarou ao site G1, o político contou à polícia que o catamarã seria de seu irmão dele, mas continuava no nome de Simone Leite.

Mais pessoas serão ouvidas a partir desta terça-feira (30). (Com informações do G1 e Gazetaweb)