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Policiais civis rebatem declarações do diretor-geral da PCDF

Os policiais denunciam uma Polícia Civil totalmente sucateada

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O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) emitiu comunicado nesta segunda-feira (18) rebatendo declarações do fim de semana do diretor-geral da PCDF, Eric Seba.

Segundo o Sinpol, "não é novidade a situação de sucateamento da PCDF, conforme o sindicato vem amplamente denunciando e, por meio de ofícios protocolados na própria Direção Geral da Polícia Civil, cobrando soluções". A entidade diz que há delegacias funcionando em instalações provisórias, há as que precisam de reformas ou necessitam ser reconstruídas. Também falta até material de escritório em algumas unidades, segundo o sindicato.

Além disso, os policiais civis dizem que também é de conhecimento geral – e isso também já foi debatido em diversas reuniões com a instituição – os problemas recorrentes com as armas da Forja Taurus, especificamente as pistolas 24/7, amplamente utilizadas pelos policiais civis no cotidiano. O problema já conquistou, inclusive, projeção nacional, mas está longe de ser resolvido.

"Se há munições, os policiais civis do DF ainda não receberam. Mas, conforme já informado pelo Sinpol-DF ao diretor geral, também não há munição para os treinamentos. Os coletes à prova de balas recentemente adquiridos pela PCDF não foram distribuídos em todas as delegacias; algumas ainda continuam com coletes vencidos – o Sinpol-DF já recomendou aos policiais civis que evitem usá-los para não pôr a vida em risco", informou. Os policiais dizem que a última aquisição atende a menos de 30% do efetivo de 4.800 polícias efetivos.

O Sinpol-DF diz, ainda, que o número de novos policiais civis não supre nem as aposentadorias mais recentes. "A PCDF enfrenta o maior déficit de pessoal da história, trabalhando com metade do efetivo ideal, em todos os cargos".

Ainda nesse ponto, o Sinpol-DF informou que em três semanas de operação “PCDF Legal”, pelo menos 16 mil provas testemunhais deixaram de ser realizadas, o que atesta o cumprimento da cartilha pela grande maioria da categoria.

Nos próximos dias, a mobilização partirá para uma segunda fase, mais abrangente, sendo estendida para as delegacias especializadas e Institutos de Polícia Técnica, como o de Identificação e Criminalística.

O Sinpol-DF disse que ainda aguarda nova agenda com o governador Rodrigo Rollemberg, uma vez que na última reunião com o sindicato, há três semanas, o Chefe do Executivo pediu um prazo de 15 dias para voltar a dialogar com os policiais civis.