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Terror em Saudades

Polícia indicia assassino de três crianças e duas funcionárias em creche de Santa Catarina

Criminoso de 18 anos planejava desde 2020 atacar sozinho para matar ao máximo, com facão

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Família homenageia vítimas de ataque em creche em Saudades (SC). Foto: Sirli Freitas/Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina anunciou nesta sexta-feira (14), em Chapecó, a conclusão do inquérito policial que apurou o ataque brutal de um homem que matou, utilizando um facão, três crianças de menos de dois anos e duas funcionárias de uma creche municipal de Saudades, no oeste catarinense. O autor do crime ocorrido no último dia 4 está preso, e foi indiciado pelos cinco homicídios triplamente qualificados e uma tentativa de homicídio qualificada.

O inquérito segue agora para o Judiciário e o Ministério Público de Santa Catarina. E, de acordo com o delegado Jerônimo Maçal, responsável pelo inquérito, o homem preso agiu para matar o máximo número de pessoas na creche. “Ele agiu sozinho e consciente do que fez o tempo todo e planejou o crime desde o ano passado”, pontuou o delegado.

Sobre a motivação do crime, o delegado Jerônimo reafirmou que o autor era uma pessoa bastante isolada, com um nível muito alto de isolamento e nos últimos tempos foi se isolando cada vez mais.

“Ele também entrou em um mundo que começou a ter contato com muito material violento, ideias violentas e começou a alimentar ódio ao ponto de ele resolver descarregar tudo isso em alguém”, relatou Maçal.

O crime e as vítimas

As vítimas atingidas, cada uma, com ao menos cinco golpes de facão foram: Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, professora da creche há cerca de 10 anos; Mirla Renner, de 20 anos, agente educacional; Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses; Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses; Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses.

Na hora do crime, por volta das 10h da manhã de uma terça-feira (4), 20 crianças estavam na creche sendo cuidadas por cinco professoras. O assassino atacou primeiro a professora Keli Adriane Aniecevski, que correu ferida para uma sala em que havia quatro crianças e a agente educativa Mirla Renner. O assassino terminou de matar Keli e três crianças. E Mirla não resistiu aos ferimentos, depois de ser socorrida.

O criminoso ainda tentou invadir outras salas, mas as professoras protegeram as crianças, trancando as portas. Ele tentou se matar no local do crime, golpeando a si mesmo com outra faca que carregava. Mas foi socorrido em estado grave, e está preso.

Colaboração internacional e alerta a estados

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Koerich, destacou a interlocução com as agências de inteligência de Santa Catarina, do Brasil e internacionais, além das forças de segurança estaduais, federais e internacionais. Uma delas foi a Homeland Security Investigations (ICE-HSI) na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

O chefe da polícia judiciária catarinense citou ainda que na investigação outras situações suspeitas foram identificadas e repassadas a outros estados para evitar novos crimes. (Com informações da Polícia Civil de SC e G1)