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Operação Escalada

Polícia Civil investiga crime de rachadinha na Câmara Legislativa do DF

Ex-chefe de gabinete de Telma Rufino liderava uma associação criminosa responsável pelas rachadinhas

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Para Prudente as eleições de outubro não vão interferir no trabalho do Legislativo. Foto: Silvio Abdon

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi alvo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que deflagrou na manhã desta segunda-feira (02) a segunda fase da Operação Escalada, que investiga a prática do crime de “rachadinha”, em ao menos, três gabinetes distritais.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília e no Gama, todos ligados a Deivid Lopes Ferreira, ex-chefe de gabinete da deputada distrital Telma Rufino (Pros). Nos locais os agentes apreenderam computadores, celulares, cartões e documentos. Apesar do esquema ter ocorrido dentro da sede da CLDF, não houve cumprimento de mandados na Casa.

De acordo com as investigações, Ferreira liderava uma associação criminosa responsável pelas rachadinhas. O esquema funcionava assim, ele indicava um funcionário para algum cargo, e ficava com parte do salário. “Deivid tinha em sua posse os cartões bancários desses funcionários e fazia a movimentação direta das contas”, informa o delegado Adriano Valente da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor).

O responsável pela operação também disse que ninguém foi preso e que até agora, nenhum distrital teve o envolvimento confirmado com o esquema.

Em setembro Ferreira chegou a ser preso, preventivamente, sendo solto depois de cinco dias, durante a primeira fase da Escalada. Ele foi exonerado do gabinete de Rufino no mês passado.

Telma Rufino, que agora é administradora da cidade satélite da Arniqueiras não quer comentar o fato. E destaca que “o ex-servidores não figurava entre as suas indicações no período em que ocupou a titularidade do mandato, no período de janeiro a novembro de 2019”.

Outros três funcionários da CLDF foram indiciados pela participação do esquema. Se for comprovada a autoria dos suspeitos, todos irão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. A PCDF informa que outros três servidores são apontados como vítimas do esquema.

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