Mais Lidas

Para coibir assaltos

PMDF começa policiamento com bicicleta no Gama

Novo formato de patrulha, que já é feito no Guará desde janeiro

acessibilidade:

Policiais militares do Gama começaram a fazer policiamento na região com bicicleta. Segundo o GDF, o novo formato de patrulha, que já é feito no Guará desde janeiro, foi implantado na cidade nesta sexta-feira (7), pelo 9º Batalhão da PM. Os 12 militares trabalharão em escala de revezamento na cobertura da área central da cidade, onde, segundo o governo, os índices de criminalidade estão altos. Ciclovias serão priorizadas.

A intenção é que roubo a pedestres sejam combatidos. “O índice de crimes contra os transeuntes caiu 6,8% nos cinco primeiros meses do ano em comparação ao mesmo período de 2014, mas ainda apresenta um número relevante”, ressalta o comandante do 9º Batalhão, tenente-coronel Elziovan Moreno. Foram registradas 770 ocorrências de janeiro a maio do ano passado e 718 nos mesmos meses deste ano.

Os ciclistas que atuam no projeto são militares voluntários e foram cedidos pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Eles trabalharão em dias alternados, o que significa que seis policiais estarão nas ruas diariamente nos três turnos. O transporte sob duas rodas foi escolhido por acessar os locais com mais facilidade. “Além disso, a interação entre a polícia e a comunidade é importante para que as ações sejam ainda mais efetivas” afirma o comandante.

As 12 bicicletas foram doadas por empresários locais a pedido do Conselho de Segurança do Gama, intermediador do processo. A ação contará com o apoio dos prefeitos comunitários que, segundo a administradora regional, Maria Antônia Rodrigues Magalhães, são peças-chaves, junto com os policiais, no combate ao crime. “Eles apontarão para o efetivo os locais em que o ciclo de patrulhamento é mais necessário.”

De acordo com dados da PMDF, o policiamento com o auxílio de bicicletas foi criado no século 19, na Inglaterra. No Brasil, essa modalidade surgiu na década de 70 em Minas Gerais. Em Brasília, a prática passou a ser adotada em 1990, mas foi extinta por falta de manutenção dos equipamentos e por mais investimentos em viaturas. (Com informações Agência Brasília)