Mordomia continua

PM não age e invasores continuam ocupando hotel de luxo

GDF deve se reunir com os manifestantes nesta sexta-feira

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Os invasores do Saint Peter, no Setor Hoteleiro Sul, continuam desfrutando da mordomia do hotel de luxo. Mesmo com autorização em mãos, o GDF prefere esperar. A Polícia Militar tem um plano de ação, que seria colocado em prática ontem (16), mas preferiu aguardar a conclusão de reuniões de outros órgãos do governo. Nesta sexta-feira (18), representantes do GDF devem se reunir com os manifestantes.

O grupo, com cerca de 500 pessoas, entre elas 90 crianças, está no local desde domingo (13). No dia seguinte a Justiça autorizou a reintegração de posse. Os manifestantes, ocupam pelo menos sete andares do prédio, conseguiram religar a energia elétrica e aproveitam para utilizar o ar-condicionado e a televisão.

Na terça-feira (15) eles receberam mantimentos e água. Na área externa, da piscina, soltaram rojões e dois coquetéis molotov. Os invasores não estão dispostos a negociar e prometem resistir a qualquer tentativa de retirada.

O grupo faz parte do Movimento de Resistência Popular e estava acampado havia dois meses no Setor Bancário Norte, na porta da Secretaria de Fazenda do DF. Receberam auxílio-aluguel no valor de R$ 600 por um ano e querem a prorrogação do benefício. Querem ainda ser incluídos em programa de habitação para baixa renda. Enquanto isso, promovem arruaça pelas ruas de Brasília. Os manifestantes já interromperam as vias do DF por algumas vezes, causando transtornos aos motoristas.

Fechado

O Hotel Saint Peter está com as portas fechadas desde março deste ano após decisão judicial. A ordem de despejo, pelo Tribunal de Justiça do DF, ocorreu no meio do expediente e obrigou o remanejamento de hóspedes. O motivo foi reajuste de valores referente ao aluguel do imóvel.

Foi neste mesmo hotel que, em setembro do ano passado, um homem fez um funcionário refém. Ele ameaçou explodir uma bomba no local. Outro assunto que ganhou a mídia foi a oferta de emprego ao ex-ministro José Dirceu. O dono do hotel ofereceu uma vaga ao condenado no escândalo do mensalão com um salário generoso de R$ 20 mil como gerente. 

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