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Agressão ambiental

Petróleo cru mancha 106 praias do litoral do Nordeste e origem é de fora do Brasil

Substância já atinge oito estados, afugentando turistas e matando seis tartarugas marinhas e uma ave

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Desde o dia 02 de setembro o Ibama, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Marinha e Petrobras investigam as causas e responsabilidades do despejo, no meio ambiente, do petróleo cru que atingiu pelo menos 106 pontos do litoral nordestino. A agressão ambiental com o material de origem externa já atinge oito estados brasileiros, afugentando turistas das praias e matando seis tartarugas marinhas e uma ave.

Amostras do material analisado pela Marinha e pela Petrobras a pedido do Ibama e da Capitania dos Portos atestaram que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, ou seja, que não se origina de nenhum derivado de óleo.

E a investigação do Ibama com apoio dos Bombeiros do DF aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias é o mesmo; mas com origem ainda não identificada.

Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. O Ibama requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias. Nos próximos dias, a empresa irá disponibilizar um contingente de cerca de 100 pessoas.

Após verificação dos relatórios e gráficos mais recentes sobre a situação das manchas de óleo nas praias do Rio Grande do Norte, os analistas da equipe de monitoramento concluíram que a situação no estado é estável até o momento. Por isso, o grupo de comando foi transferido de lá para o Maranhão, onde estão chegando novos vestígios de óleo. O Ibama continuará acompanhando as ações de limpeza no litoral potiguar.

Fauna castigada

Entre os animais recolhidos, uma tartaruga-marinha foi devolvida ao mar por populares e uma tartaruga-oliva foi encaminhada com vida ao Projeto Cetáceos da Costa Branca pra reabilitação, ambas no Rio Grande do Norte. No Maranhão, uma das tartarugas oleadas encontradas estava viva e foi devolvida ao mar por populares. Os demais animais encontrados estavam mortos ou morreram posteriormente.

Veja a lista da fauna atingida até o momento. E a lista de localidades atingidas.

Até o momento, não há evidências de contaminação de peixes e crustáceos. A avaliação da qualidade do pescado capturado nas áreas afetadas para fins de consumo humano é competência do órgão de vigilância sanitária. Os banhistas e pescadores não devem ter contato com o material. Caso seja identificado produto no mar ou nas praias, o cidadão deve informar o local à prefeitura. O óleo recolhido deve ser destinado adequadamente, não sendo recomendado misturá-lo com o resíduo comum.

O Instituto orienta que, caso alguém encontre animal com óleo, sejam acionados imediatamente os órgãos ambientais para adotar as providências necessárias. O animal não deve ser lavado nem devolvido ao mar antes da avaliação de veterinário. (Com informações do Ibama)