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Saúde no carnaval

Pediatra alerta para cuidados com as crianças, no carnaval

Banhos de mar e exposição ao sol também devem ser limitados

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Na agitação do carnaval, os pais ou responsáveis precisam redobrar os cuidados com as crianças. A pediatra da Secretaria da Saúde, Syrlene Medeiros, esclareceu sobre como os pequenos podem aproveitar a folia sem sustos.

Os cinco dias de foliam acontecem no verão, época quente, em que as pessoas costumam procurar por praias, rios e piscinas para se refrescar e se divertir. E uma ocorrência bastante freqüente nessa época são os afogamentos, conforme alertou a pediatra. Ela orientou que a criança não pode ficar num ambiente que tenha água sem a supervisão de um adulto.

“A criança deve utilizar um colete salva-vidas ou uma boia”, pontuou Syrlene Medeiros. A atenção deve ser ainda maior para quem tem piscina em casa, complementou a pediatra: “se a piscina não está sendo usada, ela precisa de uma cobertura ou de uma cerca que a isole do acesso da criança”.

A desidratação é um dos casos mais recorrentes entre os pequenos e ela acontece devido à exposição da criança ao sol e ao calor. Para evitar essa situação, alguns hábitos devem ser adotados, e o primeiro deles é se proteger. “Usar protetor solar e repetir a aplicação, usar chapéu e guarda-sol, além de não expor a criança durante muito tempo ao sol, principalmente nos horários em que está mais quente”, listou.

“Mesmo com todas essas medidas, a criança não pode ficar o dia inteiro exposta ao sol”, advertiu a pediatra, acrescentando que apenas ofertar líquido não vai impedir a desidratação. Para isso, é preciso a ingestão de frutas, sucos, alimentação mais leve e fracionada – com intervalo mais curto. “O alimento deve ser o mais natural possível, evitando as opções com muito açúcar ou muito sal, o que vai fazer com que a criança precise de mais líquido”, ressaltou.

E como no Carnaval as pessoas saem mais de casa e, consequentemente, comem mais na rua, o cuidado com a origem do alimento é fundamental. “É preciso ficar atento, principalmente com a criança, porque ela tem mais facilidade de desidratação quando adquire uma diarreia”, destacou.

Outros cuidados essenciais estão no hábito de evitar locais com grande quantidade de pessoas. Também é preciso ter bastante cuidado com as fantasias. “A maioria delas é feita de tecido sintético, o que faz com que a criança transpire muito. O ideal é procurar uma vestimenta leve, que a deixe mais livre e fresquinha”, disse Medeiros.

O que fazer – O ideal é a prevenção. Mas, nos casos de afogamento, que é uma situação que acontece de forma muito rápida, a recomendação é fazer com que a criança volte a respirar com a reanimação. Por isso, ao ir à praia, o ideal é buscar locais onde tenha equipes de salva-vidas.

Nos casos de diarreia e desidratação, os sinais podem ser identificados quando a criança fica mole, dorme mais, urina menos, a boca fica seca e sem saliva. Para reverter o quadro, a pediatra indica a ingestão de bastante líquido – como água, suco e soro caseiro – e a observação. Caso não aconteça melhora com a hidratação, os pais ou responsáveis devem procurar um atendimento médico.

Muitas vezes, quando a criança está muito exposta ao calor e não consegue transpirar, acontecem os casos de brotoeja. “Num ambiente abafado, com muita gente e roupas que impedem a transpirações – como os tecidos sintéticos – a pele fica irritada e forma as bolhas, conhecidas por brotoejas”, esclareceu a pediatra.

Presente nas fantasias, o uso de tecidos sintéticos, enfeites, penas e brilhos predispõem para que a criança tenha reações alérgicas a esses produtos, assim como as pinturas no rosto. Por isso, é essencial o cuidado na escolha da fantasia. “Às vezes, a fantasia é muito bonita, mas não é confortável. Daí, é preciso adequar entre o que a criança quer se fantasiar e como pode fazer para deixá-la mais confortável”, encerrou Syrlene Medeiros.

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