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IDH

Paulistas de áreas menos desenvolvidas vivem 13 anos menos

Moradores de áreas menos desenvolvidas de São Paulo vivem 13 anos menos

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São Paulo é a região metropolitana com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mais alto do País, de acordo com o Atlas Brasil. Feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro, o levantamento comparou indicadores de 16 regiões brasileiras. Num índice que vai de 0 (mínimo) a 1 (máximo), a região paulista alcançou a nota 0,794, seguido de perto pelo Distrito Federal, com 0,792. Manaus, o pior colocado, registrou nota 0,720.

No Recife, a diferença entre a região com maior IDH, Espinheiro, tem um índice 0,432 pontos maior do que a área rural de Ipojuca, onde está o pior desenvolvimento humano. É a maior desigualdade entre todas as áreas metropolitanas pesquisadas. Cuiabá tem a menor diferença dentro da sua zona metropolitana, 0,325 ponto.

As diferenças são constatadas em todas as dimensões avaliadas. Em Curitiba, por exemplo, moradores da região do Centro e Rebouças apresentam 0,954 na área de educação. Doutor Ulisses, o pior colocado, tem 0,362. Em Manaus, o IDHM Renda das zonas mais ricas, como Ponta Negra, é mais do que o dobro do registrado na zona rural de Itacoatiara, de apenas 0,490.

O IDHM é preparado a partir de dados do Censo de 2010. São avaliados dados de saúde, renda e escolaridade. A partir dos indicadores, é possível formar uma classificação geral e de acordo com o desempenho em cada uma das áreas. O melhor IDHM de São Paulo foi o de longevidade: 0,853. O IDHM Renda, calculado a partir da renda média mensal dos residentes da metrópole, foi de 0,812. O IDHM de Educação, preparado a partir da proporção da população adulta de 18 anos ou mais que concluir o ensino fundamental e do fluxo escolar da população jovem, foi o pior indicador: 0,723.

Comparando com dados reunidos em 2000, pesquisadores avaliam que a desigualdade, embora ainda seja significativa, apresentou uma redução no período. Em 2000, a diferença entre regiões metropolitanas de São Paulo e de São Luís – a maior registrada naquele período – era de 0,132 pontos. No mais recente levantamento, a diferença entre o melhor e o pior colocado (Distrito Federal e Fortaleza, respectivamente), foi de 0,110 pontos. A diferença de esperança de vida, que em 2000 era de 4,82 anos entre o primeiro e último colocado (Porto Alegre e São Luís) passa para 2,9 anos em 2010 (Distrito Federal e São Luís). (Lígia Formenti e Lisandra Paraguassu/AE)