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Programa Gripen no Brasil

Novo caça brasileiro Gripen E faz voo ao lado do ‘irmão’ sueco

A primeira aeronave chegará ao Brasil no final do mês para os primeiros voos no território nacional

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A bela imagem do primeiro Gripen E brasileiro voando ao lado do Gripen E sueco Foto: Saab

Foram divulgadas nesta terça-feira (15), pela empresa aeroespacial Saab, as primeiras imagens do novo caça do Brasil, o primeiro Gripen E brasileiro voando ao lado do Gripen E sueco. Atualmente sete dessas aeronaves já estão prontas. A primeira aeronave chegará ao Brasil no final do mês, quando serão realizados outros ensaios de voos no espaço aéreo brasileiro.

As aeronaves são resultado do Programa Gripen no Brasil, um programa de transferência de tecnologia entre a Suécia e o Brasil para desenvolvimento, produção e manutenção dos novos caças supersônicos brasileiros. Este é com certeza um dos maiores programas de transferência de tecnologia já realizados para a Força Aérea Brasileira (FAB), bem como pela Saab para outro país.

No momento o programa se concentra na integração e teste de armamentos e sensores, entre outros componentes da aeronave. A verificação e validação conjunta da sua produção em série começou em 2019.

O sucesso dessa união é destacada pelos suecos. “Encontramos no Brasil o parceiro perfeito. Eles não só têm o conhecimento operacional e uma indústria de aviação experiente, como também têm visão e compromisso de longo prazo, assim como nós”, afirma Major-General Carl-Johan Edström, da Força Aérea da Suécia.

Atualmente, 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do caça biposto, a maioria deles concentrada no Centro de Projetos e Desenvolvimento de Gripen na planta da Embraer em Gavião Peixoto, São Paulo.

No mesmo local, o Gripen Flight Test Center começará a operar ainda este ano e a primeira aeronave deve deixar a linha de produção da Embraer em 2023.

Ainda de acordo com informações da Saab, entre outras coisas, a indústria brasileira está envolvida no desenvolvimento e produção de aeroestruturas, desenvolvimento de sistemas e aviônicos, na montagem final da aeronave, nos ensaios em voo e na manutenção do Gripen nas próximas décadas. Inclusive, algumas das empresas brasileiras foram incluídas na cadeia de suprimentos global da Saab para o Gripen E/F.