Deputado do PSOL

‘Não me arrependo’, diz Glauber Braga sobre agressão a membro do MBL

O deputado federal afirma que não teme perder o mandato pelo fato ocorrido na Câmara

acessibilidade:
O Conselho de Ética da Câmara abriu um processo disciplinar para apurar a conduta de Glauber Braga. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou que “não se arrepende” de ter agredido um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL).

Nesta quarta-feira (24), o Conselho de Ética da Câmara abriu um processo disciplinar para apurar a conduta do deputado.

“Falo com todas as letras: não me arrependo. A esquerda brasileira tem que montar comitês de segurança e trabalhar para entender que está sob ataque de milícias fascistas. Não posso vir a público com o semblante do arrependido como se o responsável por esse conjunto de agressões, que têm uma relação direta com o processo de fascistização da política brasileira, tenha naquele que foi agredido a responsabilidade pelo que foi feito”, afirmou o parlamentar ao UOL.

Braga afirmou ainda que, não teme perder o mandato pela confusão ocorrida.

“Não estou com receio. Levarei todos os meios disponíveis para provar e demonstrar que o que aconteceu foi uma ação reiterada de uma milícia fascista, que não atuou simplesmente contra mim. Não é um caso pontual ou isolado. Isso vem acontecendo em várias regiões no Brasil”, destacou.

O caso:

No dia 17 de abril, o membro do MBL do Rio de Janeiro, Gabriel Costenaro, estava na Câmara dos Deputados em manifestação favorável aos motoristas de aplicativos, quando foi abordado por Glauber Braga.

Vídeos mostram que o deputado psolista passou a empurrar Gabriel para fora do anexo II da Câmara, chegando a desferir pontapés contra ele.

O parlamentar também teve que ser contido pela Polícia Legislativa após pressionar, com força, as mãos do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) em meio a uma discussão na Delegacia de Polícia da Câmara.

 

Reportar Erro