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Extinta Brasiliatur

MP condena envolvidos em fraudes na contratação de show

Entre os condenados está o cantor Zeca Pagodinho

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A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) condenou cinco envolvidos em fraude na contratação de shows pela extinta Empresa Brasiliense de Turismo (Brasilatur). O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apontou um superfaturamento nas contratações dos dois eventos.

O caso ocorreu durante o governo de José Roberto Arruda, no ano de 2008. Os acusados deixaram de seguir as normas para licitações da administração pública para contratação dos shows da 15ª Expoagro e para festa de comemoração dos 48 anos de Brasília.

Foram condenados César Augusto Gonçalves, Ivan Valadares de Castro e Luiz Bandeira da Rocha Filho, ex-ocupantes de cargos em comissão na Brasiliatur, com a pena de quatro anos e oito meses de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de multa no valor de 2% dos dois contratos.   

Aldeyr do Carmos Cantuares, representante da empresa Star Comércio, Locação e Serviços Gerais Ltda, recebeu condenação de três anos e seis meses de detenção em regime aberto e pagamento de multa no valor de 2% dos dois contratos.

O cantor Jessé Gomes da Silva Filho, mais conhecido como Zeca Pagodinho, foi condenado a três anos de detenção em regime aberto, sendo a pena convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de valor a ser definido pela Justiça.

Para a realização do show da 15ª Expoagro o cachê do cantor Zeca Pagodinho foi de R$ 170 mil, entretanto apresentações realizadas poucos meses antes custaram cerca de R$ 200 mil pelo cachê artístico e outros serviços. Na comemoração do aniversário da Capital Federal o cachê para outro artista foi de R$ 120 mil para uma apresentação de 45 minutos, apesar do valor ter sido cobrado em shows com duração de uma hora e meia.