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Programa “Vai e Volta”

Motoristas de vans escolares protestam contra mudanças

Prefeitura quer alterar forma de pagamento e credenciamento

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Os motoristas de vans do Transporte Escolar Gratuito (TEG) de São Paulo estão reunidos desde as 6 horas desta terça-feira, 5, em diversos pontos da capital, em manifestação contra mudanças no modelo de pagamento e credenciamento, proposto pela gestão Fernando Haddad (PT), no programa “Vai e Volta”, que transporta crianças com mobilidade reduzida. 

O novo contrato remunera por criança transportada e não mais por valor fixo, considerando os custos do serviço. Cerca de 75 mil alunos utilizam o serviço no município.

Segundo os motoristas, os prejuízos já acumulam desde o início do ano com a nova forma de pagamento da prefeitura porque a maioria dos carros que presta o serviço não é utilizada em sua máxima capacidade e, por isso, não consegue arcar com as despesas de manutenção do veículo, combustível e pagamento de um monitor para cuidar das crianças durante o transporte. Com as novas regras, são pagos R$ 155,19 por assento ocupado e R$ 775,95 para crianças que usam cadeiras de roda.

Um grupo se reuniu em frente ao Shopping Interlagos, na zona sul, e outro, na Marginal do Pinheiros, em frente à Estação Granja Julieta, também na zona sul. Eles seguem para a Secretaria Municipal de Educação, na Vila Mariana. 

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que o programa está em fase de transição do modelo de contratação emergencial, que vigorou por 10 anos, para um modelo de credenciamento, que vai permitir a contratação por 12 meses, prorrogável por mais quatro anos. "As novas regras trazem respaldo jurídico aos condutores – que antes trabalhavam por meio de contratos emergenciais – têm aprovação do Tribunal de Contas do Município e dialoga com o desejo da atual administração da Cidade de São Paulo por prestar serviços públicos com mais e melhor qualidade", disse.