Depois do julgamento

Moro descarta candidatura à presidência e acena a Caiado

Senador projeta unir forças para derrotar governo Lula em 2026

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Senador Sérgio Moro acompanhado de seus suplentes em coletiva. (Foto: Deborah Sena)

O senador Sérgio Moro (União-PR) falou em coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira (22), e disse que o julgamento sobre a manutenção do seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral  (TSE) foi técnico e independente, “na forma da Lei e na forma da Justiça”. Perguntado a respeito das intenções para disputar a presidência da República, Moro foi categórico: não pretende concorrer. Ele reafirmou os planos de seu partido, o União Brasil, para consolidar o nome do governador goiano Ronaldo Caiado para 2026.

“Nós temos o governador Ronaldo Caiado como forte candidato. Meu plano em 2026 é apoiar um candidato que nós possamos defender as pautas. Vou continuar sendo oposição ao governo Lula e vemos o país em rumos errados em vários cenários, entre eles o aumento da tributação e o aumento da dívida pública. O governador Ronaldo Caiado bem representa o partido”, afirmou. 

Outro assunto abordado durante a coletiva foi o clima com o ex-presidente Jair Bolsonaro, já que o Partido Liberal (PL) encampou pedido de cassação do senador. Ele lembrou que Bolsonaro se juntou aos senadores do partido para pedir que não fosse interposto recursos sobre a ação, mas teve o o pedido negado pelos caciques do PL no Paraná, Paulo Martins e Fernando Jacobo. “Faz tempo que não falo com o presidente Bolsonaro, mas agradeço esse gesto que ele tomou”, disse Moro.

Moro ainda elogiou a atuação de líderes do Senado, entre eles o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (União-AP), perante as críticas sobre a atuação do Senado no cumprimento de suas prerrogativas.

Ele pregou o fim do ‘revanchismo’ entre os três poderes e reiterou que se organizará para somar forças em 2026 pela derrota do governo Lula.

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