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Crise hídrica

Moradores enfrentam mais um dia sem água em quatro regiões do DF

Uma das regiões sem água nos últimos dias é o Jardim Botânico

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As chuvas estão voltando aos poucos, mas os brasilienses ainda enfrentam a falta d’água em várias regiões do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (21), haverá suspensão do abastecimento em quatro regiões: São Sebastião, Jardim Botânico, Sobradinho e Planaltina. Com os baixos níveis nos dois principais reservatórios do DF, Rio Descoberto e Santa Maria, não há previsão para o fim dos cortes.

Nesta semana, o presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Paulo Salles, informou que o serviço só será totalmente normalizado quando a chuva chegar de vez. Se ela atrasar, é possível que a população enfrente um racionamento, além das suspensões que já ocorrem.

Uma das regiões mais afetadas com a falta d’água é o Jardim Botânico. Moradores relatam já terem ficado por 48 horas na “seca”. A presidente do Movimento Comunitário da cidade, Rose Marques, lamenta a situação e pede providências. “Essa é a região mais penalizada, sentimos no dia a dia. Na semana passada, tivemos o corte de 24 horas por dois dias. Foram 48 horas sem água, é triste, difícil”, disse. “Não vemos políticas do governo, a curto, médio e longo prazo, para solucionar a situação. Quais medidas para que não ocorra a mesma coisa no ano que vem?”, questionou.

Rose diz que a população entende a suspensão do abastecimento devido à estiagem, mas critica a forma como é feita. Segundo ela, a Caesb coloca o cronograma no site, mas não dá ampla publicidade. Além disso, os horários divulgados não são cumpridos. “As pessoas ficam sem ter como se organizar. A gente sabe que tem que ter a suspensão, mas deve ser feita de forma igualitária, em todo o DF”, argumentou.

Moradora do Jardim Botânico há 20 anos, Rose diz que a comunidade é participativa e busca melhorias junto ao governo. “Fazemos reuniões com o GDF, mas só ficam na conversa. Precisamos de uma ação eficaz, mas não há um plano. Em questão de tudo, além da falta d’água, como segurança, educação, regularização. Nunca vemos projetos”, lamentou.

Segundo Rose, haverá uma reunião nesta quinta-feira (22) entre representantes dos condomínios e comerciantes. Na ocasião, será analisada a possibilidade de entrar, junto ao Ministério Público, com uma ação contra o GDF. “Estamos tomando providências”, completou. 

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