Gravações

Ministério Público pede apuração sobre denúncia de propina na Saúde

Foram enviados ofícios para cinco representantes do GDF

acessibilidade:

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em conjunto com o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) investiga as suspeitas, e pede por meio de oficios apuração imediata, cópias de documentos e outras informações acerca das gravações onde o vice-governado Renato Santana diz para a presidente do SindSaúde Marli Rodrigues que tinha conhecimento de um suposto esquema de pagamento de 10% de propina no GDF, citando a secretaria da Sáude e da Fazenda. 

Cinco representantes do GDF receberam ofícios, o vice-governador, Renato Santana, secretário de Saúde, Humberto Pereira da Fonseca,o controlador-geral do DF, Henrique Moraes Ziller, o subsecretário de Logística e Infraestrutura de Saúde, Marcelo Nóbrega, e ao dirigente do Fundo de Saúde do DF, Arthur Luiz Pinho de Lima.

O MP pede que Santana apresente uma lista que foi citada por ele no diálogo, juntamente com o  nome do servidor responsável que permaneceria no GDF e a relação de todas as empresas e contratos em que haveria a suposta cobrança de propina. Ao secretário de Saúde deve responder se o servidor do Centro de Saúde mencionado nas gravações já foi afastado, além de informaçõe sobre o trabalho, e pagamento de horas-extras para servidores da radiologia.

Solicita que o controlador-geral que em dez dias sejam entregues cópias das apurações em relação ao caso.Do subsecretário de Logística e Infraestrutura da Saúde, o MP quer informações sobre o empenho de verba para a compra de marca-passos, além das aquisições já feitas nos últimos dois anos.

Para o Fundo de Saúde foram solicitadas as informações sobre valores descontados de servidores pelos sindicatos que têm o Fundo como destino, e as providências que foram tomadas a respeito do suposto "desvio de pecúnia" e a relaç~]ao de todos os fornecedores da secretaria de Saúde que estariam sem receber por serviços prestados nos últimos dois anos.

Outras oitivas podem ser solicitadas quando o Ministério Público achar oportuno.