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Máscaras deixam de ser obrigatórias no Rio nesta terça

Anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes, que mantém passaporte vacinal por mais três semanas

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Vendedora de rua comercializando máscaras no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom/Arquivo

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou hoje (7) que os cariocas não serão mais obrigados a usar máscaras em qualquer lugar da capital fluminense a partir desta terça-feira (8). A decisão, obviamente, não impede o uso voluntário do item de proteção contra contaminação pela covid-19, e não descarta o passaporte vacinal contra a covid-19, que será mantido ao menos até o fim deste mês de março.

Paes explicou que vai cumprir a determinação do Comitê Científico para acabar com essa obrigatoriedade no Município do Rio. A flexibilização da medida de controle da pandemia foi decidida em reunião do colegiado na manhã de hoje, após a conclusão de que a medida é possível, diante do melhor cenário epidemiológico da pandemia.

A medida a ser implantada pela primeira vez numa capital brasileira estará vigente após um decreto do prefeito ser publicado amanhã, no Diário Oficial do Município.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, justificou a manutenção da exigência do passaporte vacinal pelo menos pelas próximas três semanas. “Temos a menor transmissão desde o começo da pandemia, de 0,3, e uma positividade menor que 5%, com uma redução gradativa ao longo das últimas semanas. Hoje é cada vez mais difícil ver um caso grave de covid no Rio por causa da nossa alta cobertura vacinal”, pontuou o secretário.

Exceções

Daniel Soranz enfatizou ser importante que pessoas com imunossupressão ou comorbidades graves e que não tenham se vacinado sigam usando máscara.

“Pessoas que estão com sintomas respiratórios também devem usar máscara para evitar transmissão. Outra ação que a secretaria vai manter é a capacidade de testagem”, afirmou o secretário de Saúde do Rio.

O médico pediatra sanitarista e membro do comitê científico, Daniel Becker, recomenda que as crianças que ainda não têm as duas doses da vacina ainda usem máscaras até atingir a cobertura completa. E diz que cada escola definirá como regular tal medida no ambiente escolar.

“Foi um consenso. Os dados epidemiológicos são favoráveis. Este é o melhor momento para liberar as máscaras”, disse Becker.

Considera-se vacinação completa população adulta, a imunização com as duas doses e a dose de reforço.

Até esta segunda, 54,1% dos cariocas tinham tomado a dose de reforço.

Resultado da vacinação

A alta cobertura vacinal na capital fluminense foi exaltada por Soranz, na semana passada, como fator importante para ajudar a cidade a manter controlados os índices de contaminação da covid-19. O secretário ainda afirmou disse que não esperava um aumento significativo no número de casos, mesmo com festas e blocos clandestinos que saíram durante o período em que se celebrou o carnaval.

“A estratégia de limitar a entrada de turistas sem vacina na cidade do Rio de Janeiro funcionou. Ele é obrigado a apresentar o passaporte vacinal para ir aos principais pontos turísticos. Certamente, isso desestimulou a vinda de turistas não vacinados para a cidade, e a gente viu, com a nossa cobertura vacinal, que não teve um aumento de casos no período”, disse Daniel Soranz.

O secretário ainda relatou que o número de casos positivos era cada vez menor e, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma taxa menor que 5% de contaminados entre todos os estados indica controle.

“É cada vez mais raro encontrar um caso grave de covid na cidade. No último fim de semana (26 e 27 de fevereiro), a gente chegou a uma positividade de 3,9%. É uma queda bastante importante”, citou o secretário, ao ressaltar que era preciso que a população não descuidasse do cronograma vacinal. (Com informações do G1)

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