Raio-X

Placar Congresso revela senadores mais oposicionistas. Confira.

Levantamento da liderança da oposição fez raio-x das votações no Senado.

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Oposição no Congresso Nacional em coletiva de imprensa. (Foto: Agência Senado)

Chegou a vez dos senadores serem medidos pelos critérios de avaliação do Placar Congresso, levantamento estipulado pela liderança da Oposição da Câmara sobre os índices de votação dos parlamentares, tendo como parâmetro o alinhamento ao governo Lula ou o comportamento oposicionista registrado na performance individual. O critério aplicado desta vez observou a margem de votações opostas às pautas governistas acima ou abaixo do percentual de 71% para definir se o parlamentar é de oposição, centro ou situação.

Figuram entre os vinte mais oposicionistas do Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vota 100% com a oposição, Wilder Morais (PL-GO), que apresenta a mesma margem de votações opostas ao governo Lula, Tereza Cristina (PP-MS), que até o último levantamento não votou nenhuma vez com o governo, Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Wellignton Fagundes (PL-MT), Cleitinho (Republicanos-MG), Rosana Martinelli (PL-MT), Marcos Rogério (PL-RO), Mauro Carvalho (PL-MT), Carlos Portinho (PL-MT), Luís Carlos Heinze (PP-RS), Magno Malta (PL-ES), Jorge Seif (PL-SC) e Jaime Bagattoli (PL-RO), todos apresentando um percentual de 100% das votações feitas contra o governo Lula.

Na sequência aparecem nomes como o ex-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), com 90,9% dos votos contra o governo, Esperidião Amin com 95,5% de votações contrárias ao Planalto, Eduardo Girão (NOVO-CE) com 95,7% dos votos contrários à pauta governista, Damares Alves com 90,9% de votações oposicionistas e Sérgio Moro (União-PR) com 86,4% dos votos opostos ao governo Lula.

O líder da oposição no senado, Rogério Marinho (PL-RN) destaca com 95,7% dos votos contrários ao governo Lula. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), também é classificado como parlamentar de oposição, apresentando percentual de 84,2% dos votos contra o governo.

Já Efraim Filho (União-PB), que protagonizou luta contra a reoneração da folha de pagamentos para os setores da economia que mais empregam no Brasil e relatou a PEC antidrogas na Casa Alta do Congresso Nacional, é considerado senador governista, registrando 47,8% dos votos contrários ao governo, o que significa um alinhamento de 52,2% com a pauta do Planalto.

Nomes de expressão na Casa Legislativa como Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) (68,2%), Carlos Viana (Podemos-MG) e Rodrigo Cunha (56,3%) foram classificados pelo Placar Congresso como parlamentares de centro.