Democracia

PGR quer investigar Nikolas por chamar Lula de ladrão

Governo provocou o órgão

acessibilidade:
Dep. Nikolas Ferreira (PL - MG) (Foto: Agência Câmara)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável à abertura de investigação do  deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” durante a Cúpula Transatlântica da ONU, em novembro de 2023. De acordo com o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, o fala do deputado pode configurar “crime de injúria contra o presidente da República em virtude da qualificação atribuída ao ofendido”.

O vice-PGR também descarta favorecimento do deputado em virtude do da imunidade parlamentar. “A prerrogativa, contudo, justificando-se na garantia do livre desempenho do mandato eletivo, não se estende a situações que, sendo estranhas a essa causa, a transformem em privilégio”, argumentou. 

O curioso é que depois da repercussão das falas de Nikolas na ONU, o governo, por meio do ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança, Ricardo Cappeli, mas no semana do evento, políticos governistas foram às redes para dizer que Nikolas não palestrou na ONU, mas agora querem responsabiliza-lo por declarações à Organização.

Ao detalhar a relativização sobre conceitos morais e até biológicos, resultantes da cultura ‘woke’, o deputado federal mais votado do Brasil defendeu que a tentativa de tornar bandeiras como criminalização do aborto, e proibição de doutrinação nas escolas uma defesa de segunda categoria faz parte da estratégia global da esquerda para alienar o ser humano e monopolizar o poder.

O parlamentar criticou Leonardo DiCaprio e Greta Thunberg, que apoiaram “nosso presidente socialista, Lula, um ladrão que deveria estar na cadeia, e agora temos a Amazônia com o pior índice de incêndios em 15 anos e eles estão em silêncio e desapareceram”.

Reportar Erro