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Oposição avança em obstrução contra o Supremo: ‘Lira e Pacheco têm que agir’

Líder da oposição na Câmara afirma que parlamentares sequer estão preocupados com possibilidade de descontos em folha

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Líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL-RJ) (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL-RJ), falou ao Diário do Poder sobre a obstrução dos trabalhos no Congresso, promovida  com o objetivo de pressionar os caciques Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à reagir contra suposta interferência do Supremo no Legislativo.
Segundo Jordy, os partidos PL e Novo lideram o movimento de obstrução, e contam ainda com a adesão de mandatários independentes e de mais de 20 Frentes, incluindo a Frente Parlamentar Evangélica e a Frente Parlamentar do Agronegócio.
Visando êxito na pressão sobre os presidentes das duas Casas, os parlamentares que compõem a estratégia não têm data para descruzar os braços e voltar às votações.
“Lira e Pacheco têm que agir. Essa estratégia vai durar até o momento em que nós conseguirmos uma resposta do Congresso Nacional a esses abusos do Supremo Tribunal Federal. Precisamos criar  um sistema de freios e contrapesos”.
O carioca afirmou que o movimento de obstrução não gera efeito administrativo para os partidos que, oficialmente, integram o protesto, e acrescentou que os membros de partidos que não assinaram a obstrução estão despreocupados com a possibilidade de desconto em folha. “Vão matar no peito”, assegurou.
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