Desastre de atuação

Oposição aponta autoritarismo e uso político de tragédia no RS pelo governo Lula

Governo atrasou envio da Força Nacional e multou caminhões que levavam donativos

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) publicou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas após dizer que doações podem impactar comércio local. (Foto: Reprodução/Instagram @EduardoLeite_)

O observatório da Oposição traz um olhar sobre as omissões e as ausências do governo Lula em meio a tragédia que assola o estado do Rio Grande do Sul. O editorial elenca que o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, demorou dois dias para visitar o Rio Grande do Sul e que priorizou interesses partidários, a exemplo da participação em evento no dia 1º de maio, quando pediu apoio político para a pré-candidatura de Guilherme Boulos (PSOL-SP) ao comando da prefeitura de São Paulo.

Outro erro apontado foi o envio da Força Nacional. A tropa só desembarcou no estado no dia 10 de maio, sendo que o desastre se iniciou em 27 de abril.  O número de saques, furtos, roubos e abusos sexuais disparou no estado gaúcho após o início da tragédia.  O efetivo destinado ao estado foi de 100 militares, destoando da informação disponível no site da Força Nacional que é de 1.200 homens.

Outro erro tão desastroso quanto o cenário do estado gaúcho versa sobre a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que admitiu a aplicação de multas a caminhões que transportavam donativos às vítimas.

Usando a premissa do suprimento para o desabastecimento de arroz no país, o governo Lula publicou Medida Provisória que autoriza a importação de 1 milhão de toneladas de arroz pela Conab, livre de licitações e livre de certificações sanitárias (ou seja, aumentando o risco da introdução de pragas exóticas ao Brasil).

O problema é que, apesar de o Rio Grande do Sul representar 70% de toda a produção nacional, 84% da área gaúcha com a cultura já havia sido colhida antes das chuvas que causaram prejuízos às lavouras.

A coluna do Jornalista Cláudio Humberto também deu destaque para a Medida Provisória do presidente Lula autorizando a milionária importação de arroz e surpreendendo a Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul), que representa 6 mil produtores.

Outro ponto criticado pelo Observatório foi a publicação da ministra Anielle Franco que usou a situação do estado para pedir votos nas redes sociais.

O Diário do Poder mostrou que o deputado federal José Medeiros (PL-MT) encaminhou ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-PI) denúncia contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, por pedir prioridade para família ciganas, quilombolas e de terreiro na hora da distribuição de alimentos para pessoas vitimadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul e por aproveitar o episódio trágico no estado gaúcho para estimular o voto de seus seguidores no Partido dos Trabalhadores. O deputado argumenta que a ministra está enquadrada no crime de Responsabilidade Fiscal.