8 de janeiro

Homem que derrubou relógio de Dom João VI pode pegar 17 anos de prisão

Alexandre de Moraes, relator do caso, ainda votou pelo pagamento de uma multa de R$30 milhões

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Antonio Claudio Alves Ferreira violando o relógio Dom João VI.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar Antonio Claudio Alves Ferreira, o homem que aparece nas imagens do dia 8 de janeiro, derrubando o relógio histórico de Dom João VI, do século XVII. Votaram pela condenação do réu os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Ferreira está preso desde janeiro de 2023.

Agora, a Suprema Corte vai deliberar sobre o tempo de permanência de Antonio Claudio na prisão. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou para condenar o réu pelos crimes de associação criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, totalizando 17 anos de prisão e o pagamento de indenização de R$ 30 milhões em conjunto com os outros condenados.

Zanin e Fachin são favoráveis a uma pena menor: 15 anos de prisão. Para Barroso, Ferreira não poderia ser condenado pela acusação de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O julgamento segue em aberto, em sessão virtual que começou em 21 de junho e termina às 23h59 desta sexta-feira (28).