Baixou a bola

Governo estava arrogante, diz presidente da FPE sobre reoneração

Para Joaquim Passarinho (PL-PA), governo terá de sustentar articulação em vez de resolver ‘na marra’

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Joaquim Passarinho (PL-PA) (Foto: Agência Câmara)

O Diário do Poder ouviu, nesta quarta-feira (17), o Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA), que tem 205 deputados e 46 senadores, sobre os acenos do governo Lula a respeito de mudar a estratégia para manter a reoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia, proposta pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad, através de Medida Provisória.

O líder do governo José Guimarães afirmou que não existe recuo sobre a pauta. “Há um entendimento de que nós precisamos concluir essa medida econômica, estratégica para a economia”, declarou à imprensa. A ideia agora é que o governo apresente projeto de lei para o mesmo fim.

Para o presidente da FPE, o governo voltou atrás sim depois de entender que terá que bancar articulação se quiser reonerar setores produtivos. “O governo estava arrogante, achando que podia tudo até a reunião de líderes em que todos pediram a devolução da Medida Provisória ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco”.

 Passarinho insistiu: “A Medida Provisória é um instrumento feito para a hipótese de vácuo legislativo para preencher esse vácuo até que o Congresso delibere. Coisa que não ocorreu, nós votamos a desoneração com ampla maioria na Câmara e no Senado”.

 Enquanto o governo decide a estratégia perante a resistência do Congresso, o deputado acrescenta que a principal aposta da FPE é, a princípio, a ‘queda’ da Medida Provisória de Haddad, que configurou uma ‘afronta ao legislativo’. 

Sobre um possível envio de projeto legislativo para voltar a onerar empresários em folha de pagamentos, Passarinho acrescentou:  “Se o governo tem argumentos, que os traga para o debate, se acha que algum setor não corresponde, que aponte o setor. Nossa ideia é ampliar os 17 setores para outros setores que queremos discutir. É um absurdo cobrar imposto em cima de folha para quem está gerando emprego”, arrematou.

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