Mecanismo

Ex-presidente do CFM recebeu por 873 plantões que não realizou, acusa MPE

De acordo com a denúncia, o médico se ausentou do serviço, na prefeitura de Porto Alegre, por 28 meses, de junho de 2013 a outubro de 2015.

acessibilidade:
Mauro Luiz de Brito Ribeiro deixou de trabalhar entre junho de 2013 a outubro de 2015. (Foto: Divulgação/CFM)

Investigado pela CPI da Covid, o ex-presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz de Brito Ribeiro, foi denunciado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul  por ter recebido remuneração compatível com 873 plantões aos quais não compareceu, entre 2013 e 2015, em unidade de saúde municipal de Campo Grande (MS).  Encerrada a denúncia do MPE, o médico deve ser julgado no mês de outubro.

Após a instauração de processo administrativo, Ribeiro teria confessado a culpa e acertado a devolução de quase 77 mil reais em 76 parcelas de 1.007,91.  Agora, o Ministério Público quer mudar a natureza de sua demissão da classificação ‘a pedido’ para ‘demissão por abandono de cargo’.  Em virtude da natureza de sua demissão ao final do PAD, Ribeiro teria se livrado de tornar-se ‘ficha suja’, o que viabilizou sua candidatura ao CFM, em 2019.

De acordo com a denúncia do MPE, o médico se ausentou do serviço por 28 meses, de junho de 2013 a outubro de 2015, com faltas não justificadas.

A defesa de Ribeiro teria tentado deslegitimar a ação do MPE alegando que a investigação não trata de ‘interesse público’. O juiz Marcelo de Oliveira, da 2° Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, rejeitou a alegação da defesa e marcou o julgamento do médico para 24 de outubro.

Reportar Erro