Cabuloso

Ameaças à Amom envolvem família e ‘doenças autoimunes’ do deputado

Intimidações tentam impedir denúncia contra o crime organizado e o governo do AM

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Dep. Amom Mandel (CIDADANIA - AM) (Foto: Câmara dos Deputados)

Após ter o pedido de segurança policial atendido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), em virtude de ameaças após denunciar suposto envolvimento do crime organizado com agentes de segurança do Estado do Amazonas, o deputado federal Amom Mendel (Cidadania-AM) falou ao Diário do Poder sobre formas de intimidação e ‘tentativas de chantagem’ que vem sofrendo.

O parlamentar afirma que recebeu mensagens para que recue da denúncia entregue à Polícia Federal, a fim evitar a exposição de questões familiares, e também ameaças envolvendo sua saúde.
“Recebi mensagens temporárias enviadas a partir de números estrangeiros dos Estados Unidos e da Nigéria com insinuações sobre casos extraconjugais de familiares, opiniões políticas da minha esposa sem qualquer relação com os meus próprios posicionamentos, ataques relacionados a doenças autoimunes das quais sou portador e outras coisas fazem parte do cardápio de insinuações e tentativas de chantagem”, afirmou.

Mendel diz que recebeu as informações sobre a atual denúncia “através de informações prestadas por membros da própria secretaria de Segurança Pública”. Nas redes sociais, ele chegou a apontar para um ‘coronel miliciano’ que tem ‘envolvimento com ouro’. “Esse envolvimento já foi evidenciado mais de uma vez pela polícia federal com operações anteriores e continua sendo investigado. Os detalhes sobre mecanismos e nuances por trás dessa relação devem ser apurados no devido processo investigatório“, completou ao DP.

Antes de recorrer ao presidente da Câmara, o deputado teria sofrido uma abordagem policial “fora dos padrões”. Nas redes sociais, ele afirmou que teve uma arma apontada para sua cabeça e de “sua companheira”. Perguntado se teme pelo suposto nível de contaminação das forças policiais do Amazonas pelo crime organizado, o deputado confirmou: “Sim. Não há como saber o grau de infiltração das organizações criminosas até que todas as investigações da Polícia Federal sejam finalizadas”.

E acrescentou: “A secretaria já sofreu mais de uma operação, inclusive com o afastamento de membros do alto escalão da segurança pública, mas continua sendo investigada. Recentemente, uma operação prendeu em flagrante delito policiais também do médio e baixo escalão pelo transporte de cocaína e dinheiro em espécie em altas quantias. Isso tudo mina a confiança na instituição”.

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