Para carências do povo

Lira: ‘Não existe orçamento secreto, existe um orçamento municipalista’

Presidente da Câmara defendeu que modelo das emendas de relator acabou com o “toma lá dá cá”

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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a defender as emendas de relator e afirmou que esse instrumento orçamentário acabou com o chamado “toma lá dá cá” na relação entre Executivo e Legislativo. Em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta terça-feira (4), o Lira disse ser um erro chamar o método de orçamento de secreto, trata-se de um orçamento municipalista que atende às necessidades mais urgentes da população.

Reeleito em Alagoas com recorde de votos e com maior percentual de votação entre parlamentares do Nordeste, Arthur Lira disse que o Congresso aprovou uma nova rubrica orçamentária que identifica e rastreia para onde os recursos foram encaminhados.

“Usar isso como bandeira de campanha é um erro vai prejudicar muitas pessoas que tiveram melhorias em suas vidas. É melhor o parlamentar fazer as indicações porque sabe mais das necessidades do povo, do que um ministro que não teve um voto e não conhece o Brasil. Essa prática libertou o Congresso do toma lá dá cá”, disse o presidente da Câmara.

Liberal e reformador

Em relação ao presidente que será eleito no final do mês, Lira afirmou que, mesmo que liderem projetos e modelos econômicos distintos, o Congresso continuará liberal e reformador.

Ele defendeu a votação da reforma tributária já nos primeiros meses do novo governo. “Temos que votar a tributária qual seja o governo se não, se não acontecer nos quatro primeiros meses, é difícil ela continuar. O nosso sistema é capenga, aprovamos a [reforma da] previdência, a trabalhista e precisamos terminar a administrativa e a tributária. E com isso vamos para outras discussões como desvinculação e desindexação para que o Congresso tenha mais liberdade e de tratar de questões que ficam engessadas”, propôs Arthur Lira. (Com informações da Agência Câmara de Notícias)