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Licitação só atrai um consórcio para gestão do Centro de Convenções

Apesar de ser o único interessado, o consórcio ainda não foi habilitado

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Nesta terça-feira (27), somente o consórcio Capital DF Administração de Eventos manifestou interesse e participou da licitação que o Governo do Distrito Federal (GDF) abriu para conceder a gestão do Centro de Convenções Ulysses Guimarães à iniciativa privada pelos próximos 25 anos.

Os valores propostos pelo grupo correspondem aos mínimos previstos em edital: R$ 2,6 milhões de outorga anual e R$ 3,8 milhões no ato de assinatura do contrato. Outros cerca de R$ 12 milhões serão investidos na reforma do espaço.

Apesar de ser o único interessado, o consórcio ainda não foi habilitado. A Subsecretaria de Parcerias Público-Privadas da Secretaria de Fazenda vai marcar nova sessão para divulgar o resultado da análise da documentação entregue nesta terça-feira (27), no auditório da pasta.

Questionado em entrevista coletiva sobre uma suposta demora no processo, o subsecretário de Parcerias Público-Privadas, Rossini Dias, disse que ainda é necessário haver entendimento sobre o que é esse modelo de gestão no País.

“A legislação de PPP no Brasil é recente. Ainda é necessário estabelecer um entendimento nos órgãos. Todo o processo foi acompanhado pelo Tribunal de Contas do DF, que fez vários questionamentos. Isso garante a lisura da licitação”, disse.

O agendamento de uma nova sessão será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal. A expectativa da Secretaria de Fazenda é que seja em cinco dias úteis.

Palco ideal para eventos de médio e grande porte, o Centro de Convenções tem 54 mil metros quadrados de área construída. A estrutura é dividida em três alas e cinco auditórios. Há ainda 13 salas moduláveis, áreas de apoio e espaços para feiras e exposições.

Governo espera parceiro especializado em eventos

O governo de Brasília espera ter um parceiro especializado em shows e eventos. A ideia é captar grandes atrações e aquecer a economia em torno com bares, hotéis e transportes, entre outros serviços.

A exploração comercial fica por conta do recebimento pelos espetáculos, seja com a promoção deles, seja com o aluguel do espaço e a publicidade. A taxa de ocupação anual em eventos privados gira em torno de 20%, e o objetivo da parceria é aumentar consideravelmente esse porcentual.

“Faremos a atualização de todos os equipamentos para que a cidade receba grandes congressos”, disse Marcos Cumagai, consultor do consórcio.

Brasília, conforme destacou, “é um destino que tem infraestrutura de alimentação e malha hoteleira muito forte, com todas as condições para receber eventos nacionais e internacionais.”

Três empresas especializadas no setor formam o consórcio Capital DF Administração de Eventos: Centro Internacional de Convenções Brasil S.A, ESB 116 Administração e Participações Ltda e VGS Produções.(Agência Brasília)

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