Ataques a escolas

Para Flavio Dino, escalada de violência deve-se à falta de regulação na internet

Ministro da Justiça afirmou que regular redes sociais e fóruns secretos pode ser uma estratégia para impedir novos atentados

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A portaria terá atuação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON).  Foto: Isaac Amorim/MJSP.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, voltou a afirmar nesta quinta-feira, 6, que a escalada de tragédias em escolas deve-se à reprodução de ódio na sociedade, inclusive “por uma internet desregulada”.

“O acervo de causas que leva à ampliação de tragédias está bem visível: proliferação de ódio na sociedade, inclusive por uma internet desregulada e com empresas irresponsáveis; incentivos ao armamentismo e à ideologia da morte; agrupamentos nazistas e neonazistas”, declarou Dino em suas redes sociais nesta manhã.

Ontem, após o ataque à uma creche em Blumenau (SC), o ministro da Justiça afirmou que regular redes sociais e fóruns secretos na internet pode ser uma estratégia para impedir a ocorrência de novos atentados em escolas do país. Segundo ele, é preciso que as plataformas sejam responsabilizadas pela existência de perfis e sites que estimulam atos violentos contra instituições educacionais.

“É absolutamente inaceitável que nós tenhamos hoje essas ameaças circulando nas redes sociais, circulando na internet, e as plataformas não façam nada. Todas as empresas, big techs, a deep web, devem ter algum tipo de regulação, fiscalização e controle. Isso é fundamental”, disse.

Dino fará uma reunião na manhã desta quinta-feira com as delegacias estaduais de investigação e repressão a crimes cibernéticos. Na pauta, uma operação integrada em todos os Estados sobre violência em escolas e universidades.

Ainda ontem, o ministro informou que vai investir R$ 150 milhões no apoio às rondas escolares ou similares. O dinheiro será oferecido aos estados e municípios que detém a competência constitucional para fazer o patrulhamento ostensivo.

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