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Para Flávio Bolsonaro, governo ‘acena à população carcerária’ ao defender saidinhas

Inseguros, governistas pediram adiamento da deliberação sobre o veto presidencial.

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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). (Foto: Deborah Sena)

Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que orientou as votações do Partido Liberal (PL) durante a sessão do Congresso Nacional que analisou os vetos presidenciais, o governo Lula manobrou para retirar de pauta a análise sobre as saidinhas, uma vez que se mostrou fragilizado ao aprovar no Senado, com vantagem de apenas um voto, a volta do antigo DPVAT.

“Eles [governistas] chegaram fragilizados no sentido de que já tinham vindo de uma dificuldade muito grande, com relação a aprovação do DPVAT por um voto. […] Hoje eles vieram preocupados. Tanto é que não abriram mão de incluir no pacote [da retirada de pauta] o veto às saidinhas. O veto foi retirado de pauta contra a nossa vontade”, destacou o parlamentar.

Bolsonaro acrescentou que o desejo da oposição ao governo Lula era, na sessão desta quinta-feira (9), entregar à sociedade uma resposta a respeito da sobrevida das saidinhas de presos no Brasil. “Nesses dias das mães mais presos vão sair às ruas e muitos não vão voltar, muitos vão cometer crimes como já acontece nessa rotina de permissividade de presos saírem aos feriados”.

O senador tem convicção de que na próxima sessão do Congresso o governo será derrotado. Perguntado se a convicção sobre a derrubada do veto vem de uma análise sobre aparente enfraquecimento da interlocução do Planalto, ele afirma que a certeza sobre a vitória da oposição é resultado da insatisfação da classe política que, em maioria, não quer ‘passar mão na cabeça de bandido’.

“Não é uma convicção só  minha. Eu acho que os plenários, tanto da Câmara quanto do Senado, estão alinhados com o que nós de direita defendemos. Todo mundo sabe que em qualquer lugar do planeta onde a segurança pública começou a melhorar, foi com Leis mais duras, foi com a redução dessa permissividade”.

O senador defende que as saidinhas não ressocializam os presos e que há intolerância popular sobre a permanência do benefício. “A gente tá, nessa pauta, com uma ampla vantagem em relação ao atual governo que está sim sinalizado para a população carcerária com uma certa frequência”.

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