Chantagem de fim de ano

Greve de aeronautas atrasa voos em Congonhas e Guarulhos e afeta outros aeroportos

Guarulhos chegou a ter dez voos atrasados e Congonhas, 34; pilotos e comissários reivindicam reajuste salarial

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Sindicato Nacional dos Aeronautas quer aumento real nos salários. Foto: Reprodução

Pilotos, copilotos e comissários de bordo fizeram uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira, 19, levando a atrasos e cancelamentos de voos em aeroportos do país. A categoria reivindica reajuste salarial acima da inflação e melhores condições de trabalho, como mudanças nos regimes de descanso.

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foram registrados 38 atrasos e cinco cancelamentos de voos, segundo a Infraero. No Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foram registrados 13 atrasos e 6 cancelamentos.

Já em Guarulhos, a concessionária GRU Airport chegou a registrar 10 atrasos por volta das 7h40, mas não havia voos atrasados às 8h30.

A Inframerica, que opera o Aeroporto de Brasília, registrou 11 atrasos em decolagens e 14 atrasos em chegadas, além de dois cancelamentos, um de chegada e outro de partida. Em Belo Horizonte, houve atraso em dois voos que chegariam a Confins saindo de Congonhas, segundo a assessoria da BH Airport.

A paralisação ocorreu das 6h às 8h, após falharem as negociações entre a categoria e as companhias aéreas por reajuste salarial e cerca de 30 pessoas entre pilotos e comissários de voo se reuniram no saguão do aeroporto de Congonhas.

“As paralisações vão continuar a partir de hoje, por duas horas, nesse modelo, conforme indicação da assembleia”, informou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Henrique Hacklaender. “Entendo que voos sofreram atrasos e isso vai continuar acontecendo. Gera transtorno, mas é necessário neste momento”.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, a categoria pede às empresas aéreas a recomposição salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e ganho real (acima da inflação) de 5%. Nas cláusulas sociais, pedem a manutenção da convenção coletiva da categoria e a definição de horários de veto para alterações em folgas.