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Júri de Luiz Pedro começa com depoimento emocionado da viúva

Mulher da vítima tem certeza: Luiz Pedro (foto) foi o mandante

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Começou na manhã desta quarta-feira (23) o julgamento do ex-cabo, ex-vereador e ex-deputado Luiz Pedro da Silva, acusado de mandar assassinar o servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos em 2004. A família não tem dúvida da culpa do réu: sua mulher, Alessandra Cristina da Silva Costa, que prestou depoimento à distância, afirmou que a vítima foi morta por ser usuário de drogas.

“Tenho certeza de que foi o Luiz Pedro, até pela intriga que tinha entre meu marido e o Rogério (referindo-se ao ex-presidente de uma associação de moradores). Quando eu passava com meu marido, eles ficavam apontando e comentando. Uma pessoa já tinha dito que o Beto seria o próximo a ser morto e alertou para que a gente saísse do conjunto. Fomos a uma festa de cavalhada tentar falar com Luiz Pedro e ele só bateu no ombro do meu marido e disse que ia ficar tudo bem, que meu marido não se preocupasse. Luiz Pedro não gosta de usuário de drogas. Mas só queria deixar bem claro que meu marido só usava maconha, não vendia nada. Chegou a hora de fazer justiça. Alagoas precisa de justiça, varrer esse lixo da sociedade. Peço aos senhores jurados que façam justiça. Chegou a hora, pelo amor de Deus”, afirmou. 

Em seu depoimento, Alessandra disse que saiu de Maceió por medo e contou que há dois meses ela esteve na cidade e foi ameaçada. "Estava na Delegacia da Mulher e ligaram pra lá dizendo que sabiam que eu estava lá, que iam invadir e 'pipocar' tudo. Eu estou fora do programa, passando necessidade, enquanto esses bandidos estão soltos cometendo outros crimes", falou. 

O promotor Carlos Davi Lopes tem certeza da culpa do Luiz Pedro. "Temos todo o contexto, as provas, as testemunhas que provam isso. O Ministério Público está convencido de que o Luiz Pedro comandava um grupo de extermínio na periferia de Maceió”, afirmou ele antes de iniciar o julgamento. 

A pedido da sua defesa, Rogério de Menezes, também acusado de participar do crime, seria julgado hoje, mas o processo foi desmembrado.

O Fórum do Barro Duro está lotado de pessoas que assistem ao julgamento, grande parte delas vestindo camisas brancas, pedindo justiça.