CPI do Transporte

Investigado pela PF, Canhedo denuncia esquema sem provas

Figura conhecida na PF, Canhedo denuncia 'esquema' em CPI

acessibilidade:

Em depoimento à CPI do Transporte, da Câmara Legislativa, o empresário Wagner Canhedo Filho, dono da Viação Planalto (Viplan), garantiu que empresas que não contrataram o escritório do advogado Sasha Reck teriam ficado de fora do processo licitatório. A Viplan, permissionária de ônibus por 44 anos, foi excluída. Segundo o empresário, isso ocorreu apesar de ter apresentado a menor tarifa técnica. Ele disse ainda que se soubesse da prática, teria contratado o escritório para garantir a permanência no negócio. Apesar da grave denúncia, Canhedo alegou não ter provas para comprovar a afirmação. O advogado citado, Sasha Reck, participou da elaboração do edital para a renovação da frota de ônibus do DF e nega qualquer irregularidade.

Durante o depoimento, Canhedo reiterou diversas vezes que houve direcionamento no processo. Mesmo sem as provas, o empresário prometeu enviar à CPI cópia dos documentos que integram as ações judiciais movidas pela Viplan sobre o processo licitatório. Canhedo afirma que houve esquema entre a Secretaria de Transporte, a vice-governadoria e o advogado Sasha Reck à epoca da concorrência.

Em nota, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli rebateu as acusações de Canhedo. “Não cabe fazer qualquer consideração à fala do empresário, que está sendo investigado pela Polícia Federal exatamente por criar empresas fantasmas para fraudar o fisco e para disputar a licitação do transporte coletivo do DF”.

Prisão

Wagner Canhedo Filho foi preso por porte ilegal de armas, em maio deste ano, durante a Operação Patriota, da Polícia Federal e da Procuradoria da Fazenda Nacional. Ele era uma dos alvos da operação que investiga um esquema de fraude fiscal superior a R$ 875 milhões.

Os gestores do Grupo Canhedo, que administram, entre outros negócios,  empresas de ônibus, de turismo e o Hotel Nacional – que inspirou o nome da operação -, são suspeitos de usar empresas de fachada para ocultar faturamento de empresas e, com isso, não pagar multas e débitos tributários. Canhedo foi liberado após pagar fiança de R$ 38 mil.

 

 

Reportar Erro