Produção do IFA

Governo brasileiro assina termo de transferência de tecnologia da AstraZeneca

Com este passo o Brasil fica autossuficiente na produção das vacinas contra a Covid-19

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O Brasil terá autonomia para produção de vacinas contra o novo coronavírus, conforme ficou acordado nesta terça-feira (1º), após assinatura do contrato de transferência tecnológica, entre o laboratório AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com esta transferência será possível produzir aqui, o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), da vacina Oxford/ AstraZeneca. Assim, o Brasil fica independente da importação do IFA pela China.

No ano passado, o Brasil assinou um contrato preliminar de encomenda tecnológica que fixou parâmetros para a aquisição de doses da vacina e para a transferência de tecnologia à Fiocruz, que passou a atuar como uma parceira no consórcio.

Desta forma, o primeiro lote de doses do imunizante foi importado. Em seguida, a Fiocruz passou a fazer o envase e finalização do processo a partir do recebimento dos ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) vindos do exterior, no caso da China.

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga celebrou o acordo. ” O contrato de transferência tecnológica que hoje celebramos, permitirá avançarmos em relação a autossuficiência e a soberania produtiva dessa vacina”.

Queiroga ressaltou que o acordo mostra os esforços feitos pelo Ministério da Saúde, assim como pelo presidente Jair Bolsonaro para reforçar a campanha de imunização brasileira.”Os atos de assinatura de contratos que hoje testemunhamos evidencia o acerto da estratégia de vacinação contra Covid-19 do governo federal, em um cenário de total incerteza da viabilidade de um imunizante”.

Queiroga, informou que até o momento foram entregues pela parceria entre Fiocruz e Oxford/AstraZeneca 47 milhões de doses. Pelo contrato, seriam disponibilizadas mais 50 milhões de doses. “Com o avanço da vacinação, demos início à vacinação dos professores. Diante da ameaça de novas variantes, começamos a vacinação de portos e aeroportos. Com mais de 600 milhões de doses encomendadas, nosso objetivo é oferecer até o fim do ano vacinação para toda a população do país”, disse Queiroga.

Conforme o painel de vacinação do Ministério da Saúde, ainda estão previstas 20,9 milhões de doses em junho, 36,9 milhões para o 3º trimestre e 110 milhões de doses para o 4º trimestre do ano, totalizando 210,4 milhões de doses contratadas de diferentes laboratórios.

Bolsonaro também participou da cerimônia, e antes de falar sobre a transferência, deu explicações sobre a realização da Copa América 2021, no Brasil. O presidente falou sobre a reunião com a CBF e a redução dos jogos da Copa Libertadores da América.

Depois, elogiou o acordo firmado e destacou os esforços realizados pelos ex-ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, na finalização do contrato. “Muito brevemente poderemos até estar exportando essa vacina. O mundo só estará seguro depois que grande parte, ou quase a totalidade da população mundial, tiver sido imunizada”.

A expectativa do governo brasileiro é que a partir de outubro comece a distribuição no Plano Nacional de Imunização de vacinas produzidas no Brasil, com IFA nacional.( Com informações Agência Brasil)