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GDF destina R$ 50 milhões para manutenção em viadutos e pontes

Verba faz parte da reserva de contingência; intervenção no Eixão Sul é prioridade

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Precisou uma parte das vias mais importantes do Distrito Federal desabar para o governo local destinar verba para a manutenção de estruturas comprometidas na capital. Nesta quarta (7), o GDF anunciou a destinação de R$ 50 milhões da reserva de contingência para obras em viadutos e pontes, priorizando as intervenções na Galeria dos Estados.

Além do anúncio da verba, o governador Rodrigo Rollemberg determinou que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) vistorie até esta sexta (9) as obras citadas na auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), em 2011, que já havia alertado sobre necessidade urgente de manutenção e reparo em 13 edificações do DF.

Entre as obras citadas no relatório do Tribunal estava o trecho do viaduto sobre a Galeria dos Estados que desabou nesta terça (6), além das pontes do Bragueto e das Garças e a saída do Buraco do Tatu, no sentido norte/sul.

Foi determinada ainda a contratação emergencial de uma empresa especializada em monitorar permanentemente viadutos, passarelas e pontes e de uma empresa para elaborar projetos de recuperação dessas obras no menor prazo possível.

“Há muitos anos, várias entidades, como o Crea [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia] e a UnB [Universidade de Brasília], alertavam sucessivos governos das condições inadequadas dessas obras, e nenhuma providência foi tomada”, apontou Rollemberg.

Segundo o governo, entre as obras citadas no relatório do TCDF, quatro já passaram por manutenção e uma está sendo fiscalizada atualmente. Foram apontadas também reparos no viaduto em Ceilândia e a recuperação na barragem no Park Way, que não haviam sido citados nos relatórios apresentados por vários órgãos ao longo dos anos.

Intervenções na Galeria dos Estados

Em parceria com diversos especialistas, o grupo da Casa Civil responsável pela avaliação do viaduto que desabou ainda não determinou se será necessária a demolição total da estrutura. Há consenso apenas sobre a necessidade de escoramento para sustentar a parte que não desabou. A maior dificuldade em relação à intervenção, segundo o governo, é o acesso ao local.

Entre as partes que atuarão nas obras estão a Universidade de Brasília (UnB), que realizará as análises do material dos escombros; duas equipes da Novacap, que trabalham na proposta de escoramento e de alternativas para o trânsito na região; e uma comissão técnica para reparo da estrutura.