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Ex-prefeito de Cocal, Piauí, que confessou ter roubado, já foi preso duas vezes

Sinceridade de Zé Maria Monção não foi uma surpresa aos companheiros partidários e público

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Monção assume que roubou prefeitura de Cocal. O ex-prefeito foi preso duas vezes. Foto: Reprodução internet

Um discurso crítico e cômico colocou o ex-prefeito de Cocal, no Piauí, José Maria Monção sob os holofotes nesta segunda-feira (7). O político afirmou que roubou o município durante o seu mandato e, de fato, Monção foi preso duas vezes.

Em 2009, a Polícia Federal prendeu José Maria pelo desvio de R$ 2,6 milhões oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) destinados ao município piauiense, parte da Operação Harpia. A segunda vez que o ex-prefeito esteve envolvido em atos ilícitos foi em 2015, quando foi preso por falsificar documentos da Câmara de Vereadores para concorrer ao cargo de deputado.

Corrupção e crime de responsabilidade

Em 2010, Monção e sua ex-esposa, Zélia Maria de Sena, foram julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral. O casal tentou falsificar registro de ata da Câmara Municipal, em julho do mesmo ano, com o objetivo de aprovar as contas do prefeito à época, com a fraude, ele estaria apto a registrar sua candidatura como deputado nas eleições de 2010. Os documentos irregulares estavam nas mãos de Zélia, que ocupava a presidência da Câmara de Vereadores.

A pena determinada foi de dois anos de reclusão e 18 dias de multa de um salário mínimo por dia para José Maria Monção. A ex-vereadora foi condenada a dois anos e quatro meses de prisão com o pagamento de multa por 18 dias de mesmo valor. Apesar das penas, a Justiça converteu a prisão em prestação de serviços comunitários.

Discurso pegou mal 

O ex-prefeito surpreendeu colegas partidários e o público que assistia à convenção do MDB, realizada neste feriado de ontem (7). Moção participou do evento em apoio à candidatura de Cristiano Brito, opositor à reeleição do atual prefeito, Rubens Vieira (PSDB), criticado duramente por José Maria.

Em tom jocoso, o ex-prefeito disse, “Passa administração, todos padecem. Fui prefeito três vezes, sei do sofrimento. Mas também não roubei o tanto que esse aí roubou, não. Esse é descarado, tá afundando o Cocal”. Colegas partidários pareceram desconcertados com a confissão pública dos atos ímprobos, participaram da comitiva o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o prefeito da capital piauiense, Firmino Filho (PSDB).

 

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