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'Criminoso contumaz'

Ex-prefeito de Batalha formaliza queixa-crime contra Baixinho Boiadeiro

Órfão de Neguinho Boiadeiro é acusado de crime de calúnia

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O ex-prefeito de Batalha-AL, Paulo Dantas (MDB), ingressou nesta quarta-feira (07) com uma queixa-crime contra José Márcio Cavalcante, o Baixinho Boiadeiro. Dantas sente-se ofendido por ter sido acusado por integrantes da família Boiadeiro de participar do assassinato do vereador de Batalha, Adelmo Rodrigues de Melo, o “Neguinho Boiadeiro” (PSD). 

A defesa do ex-prefeito pede que o juiz condene pelo crime de calúnia Baixinho Boiadeiro, filho do vereador assassinado. “Considerando que o querelado objetivou, além de tentar atrapalhar a apuração de crimes por si praticados, ultrajar e vilipendiar o ofendido”, argumentou o advogado de Paulo Dantas, Fábio Ferrario.

Paulo Dantas vê acusações falsas contra si e seu pai (Foto: Divulgação)O ex-prefeito considera as acusações de Baixinho como uma "absoluta inversão de valores”. “Ele assaca mentiras e tenta mudar os papéis, coisa de quem é contumaz na prática criminosa. Ele é o fora da lei, que possui um passado a ser investigado”, declarou Paulo Dantas.

A assessoria de imprensa de Paulo Dantas, que é marido da atual prefeita Marina Dantas (MDB), divulgou que a queixa-crime enfrenta o vídeo de Baixinho Boiadeiro, produzido em algum lugar ignorado e distribuído pela internet.

“Do contexto da fala, deflui-se que o querelado, de forma preconcebida e sem reservas, acusou falsamente o querelante da prática dos delitos de homicídio, autoria intelectual, do seu genitor e peculato, locupletação através de desvio de valores, fruto da contratação de servidores em proveito próprio”, disse o advogado Fábio Ferrario.

'PERIGOSO'

Baixinho Boiadeiro diz que pai morreu por investigar esquema na ALEO advogado diz que Baixinho Boiadeiro é “de extrema periculosidade” e recorreu à prática da calúnia para tentar “barganhar sua liberdade com o Judiciário”. E chama de “historieta” a denúncia feita pelo órfão do vereador, de que seu pai foi morto porque investigava um esquema contra o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), Luiz Dantas (MDB-AL), que é pai de Paulo Dantas.

“[É] necessário desmascarar, de logo, a farsa da historieta criada, na medida em que não passa de uma ficção alegórica visando sugerir uma justa motivação para o crime por ele praticado e, em igual tempo, conseguir o relaxamento da sua prisão, com base na fabulação de que servidores nomeados repassavam seus vencimentos, sem ao menos saber que eram funcionários da Assembleia, para o querelante e o Deputado Luiz Dantas”, afirmou o advogado, por meio da assessoria do ex-prefeito.

Ferrario ainda chama de “farsa verborragia acusatória” a gravação em vídeo no qual Baixinho Boiadeiro citou as pessoas de Denis Alexandre, Felipe Henrique Amorim de Albuquerque, Juliana Santos Leandro, Mathias Eduardo Peixoto Alexandre, Paulo Neri de Amorim e Ubirajara de Albuquerque Costa Filho, como os supostos laranjas utilizados para desvio de dinheiro da Assembleia. “As referidas pessoas, indignadas com a fala em questão, desmentiram categoricamente o querelado, negando o fato por ele narrado”, concluiu.

Baixinho Boiadeiro está foragido desde a morte de seu pai, em 09 de novembro de 2017, quando trocou tiros com o fazendeiro José Emílio Dantas, que é órfão de outro ex-prefeito de Batalha, Zé Miguel, assassinado em 1999 com a esposa, por Laércio Boiadeiro.

O alvo da queixa-crime também foi apontado pela Polícia Civil como autor material do assassinato do vereador Tony Carlos Silva de Medeiros, o “Tony Pretinho” (PR), o segundo integrante do Legislativo Municipal de Batalha assassinado a tiros, 36 dias depois da morte de Neguinho Boiadeiro.

Após a divulgação do vídeo, o Ministério Público Estadual afirmou que investigaria as denúncias de desvios na Assembleia Legislativa de Alagoas.

O Diário do Poder não conseguiu contato com a Família Boiadeiro.

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