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Escola de Samambaia oferece riscos, aponta TCDF

Relatório foi feito após vistoria do Tribunal de Contas e CLDF

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Em visita à Escola Classe 415 de Samambaia, o Tribunal de Contas do Distrito Federal encontrou diversos problemas na estrutura que comprometem a qualidade do ensino; prejudicam a saúde e a segurança de alunos, professores e servidores; e até podem colocar em risco a vida de quem frequenta o local.

O presidente do TCDF, conselheiro Renato Rainha, foi à unidade acompanhado de servidores da Corte e do presidente da Comissão de Educação da Câmara Legislativa do DF, deputado distrital Professor Reginaldo Veras. Na inspeção, verificou-se que os pilares de sustentação estão corroídos. “Essa situação tem que ser corrigida de imediato, pois pode colocar em risco a vida de alunos e professores”, ressaltou o presidente do Tribunal.

A EC 415 foi construída para funcionar de forma provisória na década de 1980. Mas, 24 anos depois, a escola não teve qualquer reforma estrutural. As placas de pré-moldado que compõem as paredes das salas de aula estão se descolando. Não há condições mínimas de acessibilidade. O piso está todo rachado, com placas soltas, desníveis enormes entre os blocos e ferragem exposta, o que já provocou acidentes com as crianças de 05 a 12 anos que estudam lá. Os banheiros também estão deteriorados.

Segundo o coordenador da Regional de Ensino de Samambaia, Celso Antônio Pereira da Silva, não cabe mais reparo. “Essa escola precisa ser demolida e uma nova construída no local”, disse. A rede elétrica está toda comprometida, sem aterramento, com fios soltos e constantes descargas de energia. Vários alunos e quase todas professoras já tomaram choques. Além disso, nos dias de chuva, a escola inunda e chove dentro das salas de aula. Também não há conforto térmico e isolamento acústico.