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Ensino melhora em São Paulo, mas segue distante da meta

Para o governador Geraldo Alckmin, avanços são impressionantes

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Pelo segundo ano consecutivo, os três ciclos de ensino (fundamental 1, fundamental 2 e médio) da rede estadual de ensino de São Paulo tiveram melhora no indicador educacional. Apesar de em 2015 o Estado ter alcançado os melhores resultados da história no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), o desempenho ainda está muito distante da própria meta estabelecida pelo governo.

Com escala de 0 a 10, o índice para o primeiro ciclo do ensino fundamental (do 1º ao 5º ano) foi de 5,25. No ano passado, o índice foi de 4,76. Já para o segundo ciclo do fundamental (do 6º ao 9º ano), o índice subiu de 2,62 para 3,06 neste ano. No ensino médio, o Idesp passou de 1,93 para 2,25. A meta do próprio governo para 2030 é que o índice chegue a 7, 6 e 5 para cada uma das etapas, respectivamente. 

"Há avanços impressionantes. Até 2030 vamos chegar ao desempenho dos países mais desenvolvidos, porque tivemos uma grande evolução em todos os ciclos. É extraordinário o salto que foi dado [no desempenho] de português e matemática", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante a apresentação dos resultados na manhã desta quinta-feira, 4.

Para calcular o Idesp, a Secretaria do Estado da Educação une o resultado das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (Saresp) – com testes de português e matemática – a taxas de aprovação, reprovação e abandono.

O Saresp avalia a rede em quatro níveis: "abaixo do básico", "básico", "adequado" e "avançado". Os alunos enquadrados nos níveis "básico" e "adequado" têm aprendizado considerado suficiente para a secretaria. Apenas aqueles nivelados no patamar "abaixo do básico" têm domínio do conhecimento considerado insuficiente para aquela etapa de ensino.

Criado em 1996, o objetivo do Saresp é diagnosticar o aprendizado dos estudantes dos 2.º, 3.º, 5.º, 7.º e 9.º anos do ensino fundamental, além do último ano do ensino médio, e subsidiar políticas educacionais. 

Protestos. As provas do Saresp de 2015 foram realizadas nos dias 24 e 25 de novembro, em meio a uma série de protestos contra a reorganização escolar, que chegou a ter 196 escolas ocupadas por estudantes. A secretaria informou que o Saresp não foi feito em 176 unidades, o que corresponde a 54 mil alunos (4,7% do previsto para realizar a prova). A secretaria informou que o boicote à prova não teve "relevância estatística significativa" nos resultados do Idesp. (AE)