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Embarques de carne suína alcançam 104,4 mil toneladas em maio e crescem 2,7%

A receita gerada pelas exportações totalizou US$ 225,2 milhões, saldo 10,4% menor que o total do mesmo período de 2023

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Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). (Foto: Pixabay).

As exportações de carne suína (considerando in natura e processados) totalizaram 104,4 mil toneladas no mês de maio.

O número representa um aumento de 2,7% frente ao total embarcado no mesmo período do ano passado: (101,7 mil toneladas).

A receita gerada pelas exportações do mês totalizou US$ 225,2 milhões, saldo 10,4% menor que o total efetivado no mesmo período do ano passado: (US$  251,4 milhões).

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Entre janeiro a maio deste ano, as exportações de carne suína totalizaram 506,6 mil toneladas, número 5,3% superior ao total acumulado no mesmo período de 2023: (481,1 mil toneladas).

A receita gerada pelos embarques nos cinco primeiros meses do ano chegou a US$ 1,064 bilhão, saldo 7,3% menor que o total acumulado no mesmo período do ano passado: (US$ 1,149 bilhão).

“O ritmo das exportações segue paralelo positivo em relação ao recorde obtido em 2023. A Ásia e nações das Américas seguem como ‘motor’ das vendas internacionais do setor, porém, com mudanças no tabuleiro dos principais importadores. A expectativa é que tenhamos resultado equivalente ou superior aos registrados no ano passado, porém, com maior presença de outros destinos”, declarou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal importador de carne suína, a China foi destino de 111,4 mil toneladas do produto entre janeiro e maio, número 36,7% menor do que o total embarcado no mesmo período do ano passado.

Em fluxo diferente, as Filipinas importaram 70,2 mil toneladas, com crescimento de 84,8% em relação ao mesmo período de 2023.

Em seguida estão Chile, com 43,017 mil toneladas (+25,7%), Hong Kong, com 43,006 mil toneladas (-16,2%), Singapura, com 32,3 mil toneladas (+11,2%) e Japão, com 27,4 mil toneladas (+92,8%).

“O fluxo de exportações para a Ásia está ganhando novos contornos, com o notável crescimento das vendas para Filipinas, Singapura e Japão, assimilando as quedas das importações chinesas e ampliando a capilaridade das exportações brasileiras.  Ao mesmo tempo, vemos um antigo parceiro do Brasil, a Rússia, retomando as importações do produto”, destaca Luís Rua, Diretor de mercados da ABPA.

No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador, com 280,5 mil toneladas exportadas entre janeiro e maio, número 7,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em seguida está o Rio Grande do Sul, com 106,2 mil toneladas (-4,1%), Paraná, com 65,3 mil toneladas (-1,75%), Mato Grosso, com 14,8 mil toneladas (+46,3%) e Mato Grosso do Sul, com 11 mil toneladas (+1,4%).

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