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Em ano de eleição, CPI dos Benefícios Fiscais na Alesp pode desgastar, Doria e Alckmin

Comissão tem apenas um mês para fazer investigação, já que o prazo autorizado para a CPI acaba em março

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João Doria (PSDB), governador de São Paulo.

Instauradas em fevereiro do ano passado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após manobra do PSDB em 2019, a CPI dos Benefícios Fiscais, que atingem em cheio o PSDB e também a gestão do governador de São Paulo, João Doria, foi, enfim iniciadas em dezembro de 2020. No entanto, a comissão tem apenas um mês para fazer a investigação, já que o prazo autorizado para a comissão acaba em março.

O presidente da CPI, deputados Paulo Fiorilo (PT), iniciou nesta semana encontros com especialistas e membros do grupo de trabalho.

Na última quarta-feira, 2, a reunião foi com a a procuradora Elida Graziane Pinto, do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo. O economista Juliano Giassi Goularti também será ouvido pela comissão.

Para Fiorilo, as reuniões podem ajudar a reunir informações e avançar com a CPI.

A CPI dos Benefícios Fiscais tem a finalidade de apurar isenções fiscais nos governos tucanos concedidas a empresas e instituições entre os anos de 2008 e 2018, que resultaram na renúncia de receitas no total de R$ 115,5 bilhões, de acordo com o requerimento apresentado pelo PT para criar a comissão. Segundo o partido, as isenções visaram o aquecimento da economia, geração de empregos e renda para as famílias paulistas.

Em ano eleitoral, a CPI pode causar desgaste nas campanhas de João Doria e Geraldo Alckmin, além de Márcio França (PSB).

Somente no ano passado, na gestão de Doria, a Alesp aprovou um pacote de ‘ajuste fiscal’ enviado pelo Executivo que justificava a proposta como forma de resolver um rombo de mais de 10 bilhões de reais no Orçamento. Entre outros pontos, o texto autorizou o aumento de impostos e extinguiu órgãos públicos.

 

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