Divórcio

Presidente licenciado do Solidariedade ofereceu verbas eleitorais para a ex-mulher

De acordo com a investigação, Eurípedes pediu ao seu advogado, Jarmisson Lima, para que procurasse sua ex-mulher e tentasse dissuadi-la de seguir com o processo de dissolução de bens.

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Presidente do Solidariedade, Eurípedes Gomes de Macedo Júnior. (Foto: Reprodução/Instagram).

A Polícia Federal (PF) revelou que as verbas publicas dos fundos eleitorais e partidário foram usadas como moeda de troca para que a ex-mulher do ex-presidente do Solidariedade, Eurípedes Junior, desistisse de uma ação judicial no processo de divórcio, segundo apurou a CNN Brasil.

De acordo com a investigação, Eurípedes pediu ao seu advogado, Jarmisson Lima, para que procurasse sua ex-mulher e tentasse dissuadi-la de seguir com o processo de dissolução de bens. O encontro teria acontecido em agosto de 2022.

Jarmisson teria sugerido a utilização indevida de verbas públicas e ofereceu os serviços de seu escritório para “maquiar” os pagamentos feitos a ex-mulher.

O advogado é acusado de fazer parte do núcleo jurídico da organização criminosa liderada por Eurípedes. A organização se focava em desviar fundos que eram destinados para o financiamento de campanhas.

O defensor foi preso mas logo solto pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que o impôs medidas alternativas, como recolhimento noturno e tornozeleira eletrônica.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu o bacharel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e solicitou a suspensão das medidas, alegando que elas impedem o livre exercício da advocacia e configuram como constrangimento ilegal.

O ministro Raul Araújo, no entanto, negou o pedido da OAB, ao declarar que a PF “angariou elementos de prova distintos” e que as medidas são previstas no Código de Processo Penal “para evitar a pratica de infraçoes penais, adequando-se a gravidade do crime”.

Jarmisson Lima argumenta que as suspeitas se baseiam apenas no depoimento da ex-mulher de Eurípedes o que, “deve ser valorado com cautela, em razão do litigio que existe entre o ex-casal”.