Mordomia

Ex-governadora ocupou cargo por 8 meses e pede aposentadoria vitalícia

Cida Borghetti foi governadora do estado do Paraná por 8 meses entre abril e dezembro de 2018

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti, ocupou o cargo por 8 meses entre abril e dezembro de 2018 e apelou ao Supremo Tribunal Federal para ter o direito a aposentadoria vitalícia, que é recebida pelos ex-governadores do estado.

Cida de 59 anos de idade á época era vice-governadora de Beto Richa (PSDB), e assumiu o cargo após o governador renunciar para se candidatar ao Senado.

A politica já havia tentado pela via administrativa, mas teve o pedido negado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior(PSD) em 2019.

A  “verba de representação” a ex-governadores é parelha ao salário de um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, cerca de R$ 40 mil.

Cida tenta reverter decisões administrativas do governo de Ratinho Júnior, chefe de seu marido, o ex-deputado federal e atual secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Paraná, Ricardo Barros, que negaram a ela esse direito.

A ex-governadora por meio de sua assessoria de imprensa se manifestou e disse, “medida judicial no STF tem por objetivo que a primeira mulher a governar o Paraná receba a verba de representação, garantindo assim o mesmo tratamento assegurado pelo STF aos demais ex-governadores do estado”.

Vale lembrar que o beneficio já foi concebido a sete governadores anteriormente, que são: Emilio Hoffmann Gomes, Mario Pereira, Paulo Pimentel, João Elísio Ferraz de Campos, Jaime Lerner, Orlando Pessuti e Beto Richa.