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Deputado aciona PGR para investigar acordo milionário do Banco do Brasil

Evair de Melo suspeita de acordo de R$600 milhões com Grupo Caiman

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) protocolou uma solicitação junto a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se investigue um acordo de R$ 600 milhões entre o Banco do Brasil e a empresa Grupo Caiman. O acordo levantou suspeitas de crimes contra a ordem tributária e advocacia administrativa, envolvendo ex-ministros do governo Lula (PT).

O deputado diz que é no mínimo “peculiar” que o presidente do Banco do Brasil se empenhe tanto em favorecer uma empresa que na sua história prejudicou tanto o trabalhador brasileiro.

“A decisão rápida e arbitrária, beneficiando a família do empresário Antônio Celso Izar, ex-sócio do ministro Edison Lobão, levantou suspeitas de manobra para evitar débitos fiscais e trabalhistas, além de influências políticas. É deveras peculiar que a presidente do Banco do Brasil, nomeada pelo Partido dos Trabalhadores com a benção de Janja, empenhe-se com tamanha celeridade em favorecer indevidamente uma empresa cuja trajetória revela-se tão prejudicial ao trabalhador brasileiro”, afirmou Evair.

Evair relembra que a empresa beneficiada pelo acordo com o Banco do Brasil já foi indiciada por trabalho análogo a escravidão e outras violações de direito humanos confirmadas pelos seus sócios, “a Destilaria Caiman S/A enfrentou diversos processos trabalhistas. Dentre as irregularidades, conforme relato do próprio empresário, poderiam ser enquadradas envolvendo o não pagamento do salário mínimo, a não assinatura de carteiras de trabalho e a não devolução da carteira de trabalho”.