“Gilmarpalloza”

Caravana parlamentar ao ‘Gilmarpalooza’ custou R$600 mil em diárias e passagens

Caravana de 30 deputados e senadores a evento promovido por Gilmar Mendes em Portugal indica o gasto de R$ 600 mil

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A caravana contou com 25 deputados e 5 senadores que foram a Lisboa, Portugal, para participar da 12º edição do Fórum Jurídico de Lisboa, evento promovido pela faculdade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O evento ocorreu na capital portuguesa, de 26 a 28 de junho. As passagens e diárias desses congressistas para Portugal custou R$600 mil , de acordo com levantamento da Folha de São Paulo. 

De acordo com dados públicos até o momento, o gasto variou bastante conforme o parlamentar: O preço das passagens do Brasil para Portugal variam de R$4,3 mil a R$28,5 mil. A quantidade de diárias solicitadas também variou de 2, 5 a até sete dias.

O evento incluiu várias atividades paralelas promovidas por grupos empresariais. João Camargo, do grupo Esfera, organizou um jantar em comemoração ao aniversário de Lira. Flávio Rocha, da Riachuelo, patrocinou uma recepção em seu apartamento.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), manteve em sigilo seus gastos relativos à sua ida ao evento. Lira esteve presente na mesa de abertura do evento, e afirmou que está na hora de o Congresso fazer “reformas estruturantes”.

Além de Lira, o Fórum contou com a presença de figuras do Congresso como Jaques Wagner (PT-BA), Ciro Nogueira (PP-PI) e Elmar Nascimento (União Brasil-BA). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi convidado, mas não compareceu.

Segundo a Folha, as passagens pagas aos parlamentares foram em um custo médio de R$14,7 mil. O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) obteve a passagem mais cara, custando R$28,5 mil. Ribeiro participou da mesa sobre o impacto das reformas tributárias sobre renda e consumo. 

Dos 30 parlamentares que tiveram os gastos divulgados, apenas 8 participaram do evento como palestrantes ou debatedores. Mais parlamentares compareceram ao evento, porém, com as despesas bancadas do próprio bolso ou por organizadores.

Os organizadores afirmam financiar o evento sem a colaboração de outros patrocinadores, mas não informam os custos. Há desigualdades a respeito de quem bancou as despesas dos convidados. Enquanto o IDP se recusa a pagar qualquer despesa, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, relataram que parte dos custos foi coberta pela FGV.