Carnaval 2024

‘Vamos dar direito ao contraditório’, diz Nunes sobre a Vai-Vai

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que neste momento não tem como falar de punição para a escola de samba paulista

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Durante mais uma crise no abastecimento de energia elétrica na capital paulista, o Prefeito Ricardo Nunes teceu mais críticas à concessionária responsável pelo serviço, a Enel, e pediu a rescisão imediata do contrato. (Foto: Arquivo Pessoal).

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP) disse que vai conversar com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo sobre o desfile da escola Vai-Vai que polemizou com uma das fantasias que representava a Tropa de Choque com asas e chifres vermelhos fazendo uma alusão a figuras satânicas. 

Nesta terça-feira (13), parlamentares da oposição enviaram ofício ao prefeito pedindo que a Vai-Vai fique sem acesso a verbas públicas no próximo ano por desrespeitar policiais. 

O prefeito afirmou que dará direito ao contraditório e que não há ainda como confirmar neste momento uma punição para a escola de samba paulista. “Vamos conversar com a Liga, dar direito ao contraditório. Enfim, escutar a todos. Neste momento, não temos como saber se haverá punição e, se houver, qual será”, afirmou.

 No desfile da Vai-Vai para o Carnaval de 2024 no Sambódromo do Anhembi, que aconteceu no último sábado (10), policiais da Tropa de Choque foram retratados com asas e chifres vermelhos em uma alusão a figuras demoníacas. A Vai-Vai explicou em nota que seu samba-enredo “tratou-se de um manifesto, uma crítica ao que se entende por cultura na cidade de São Paulo, que exclui manifestações culturais como o hip hop e seus quatro elementos – breaking, graffiti, MCs e DJs”.

Segundo a escola, “nesse contexto, foram feitos, ao longo do desfile, uma série de recortes históricos, como a semana de arte de 1922 e o lançamento do álbum Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MCs, em 1997”.

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