Vacina da Dengue

Ministério da Saúde excluí Rio Grande do Sul e idosos da vacinação contra dengue

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) lassifica a ação do Ministério da Saúde como “inacreditável" e ainda diz que 'não há desculpas razoáveis' pelo mal planejamento da pasta

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Até o último dia 27 de março, a capital paulista registrou 89,1 mil casos de dengue. (Foto: Divulgação/Inas).

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), ex-secretário estadual da Saúde por oito anos e graduado em medicina, criticou a decisão do Ministério da Saúde de iniciar a administração da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, pela escassez de imunizante e por má planejamento da pasta. 

Osmar Terra classifica a ação da pasta como “inacreditável”. “O Ministério da Saúde administra escassez de vacinas da dengue por falta de previsão e planejamento”. E ainda ressalta que a pasta deveria ter priorizado o grupo dos idosos acima de 60 anos, “Como isso, deixa fora da vacinação o grupo de maior risco de mortes. A população acima de 60 anos está fora dos protocolos criados pelo Ministério.Inacreditável”.

Além de excluir os idosos da imunização, no momento de epidemia do Aedes Aegypti,  o Ministério da Saúde não incluiu o Rio Grande do Sul, que ficou fora da lista entre 154 municípios. Em nota, o ministério prometeu que os demais municípios brasileiros receberão a vacina assim que o governo federal tiver mais doses disponíveis.

Dois dos três municípios com mais casos confirmados de dengue no RS em 2024 são Novo Hamburgo (com 4.547 casos) e São Leopoldo (3.332). Ambos possuem mais de 100 mil habitantes e pertencem à mesma Região Vale dos Sinos  da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde.

“O Rio Grande do Sul foi discriminado e não está recebendo vacina para a dengue.  Os municípios gaúchos ficaram fora da lista dos 154 municípios brasileiros que receberão nova remessa de vacinas, embora o estado já tenha 35 mil casos e 45 mortes por dengue só neste ano”, afirma.

“Não existem desculpas razoáveis para a falta de vacinas, pois há mais de 1 ano que elas já estavam autorizadas pela ANVISA, de acordo com as palavras da Ministra Nísia”, finalizou o deputado.

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