Colocando ordem

Lewandowski indicará Manoel Carlos para ser secretário-executivo do ministério da Justiça

A nomeação oficial do substituto de Cappelli no ministério deve ser feita no mês que vem, depois da cerimônia de posse do ministro, em 1º de fevereiro

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Manoel Carlos de Almeida Neto foi nomeado como secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (Foto: Câmara Legislativa do Piauí).

O recém nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, decidiu nomear o advogado e professor Manoel Carlos de Almeida Neto como secretário-executivo. Com a mudança, o PSB perde a cadeira no 2º escalão do governo, atualmente ocupado por Ricardo Cappelli, que está em férias.

A pré nomeação antecipada pela Coluna Cláudio Humberto, na última quinta-feira (11), afirmou que o cotado seria Manoel Carlos, que assessorou Lewandowski por 10 anos no Supremo. Para ser o braço direito de Lewandowski na Justiça, Manoel se desligará do cargo de diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que está há 8 anos. 

A nomeação oficial do substituto de Cappelli no ministério deve ser feita no mês que vem, depois da cerimônia de posse do ministro, em 1º de fevereiro. 

Manoel Carlos já trabalhou no gabinete do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o decano da Corte, Gilmar Mendes. Também foi cotado para suceder o próprio Lewandowski no STF quando ele deixou a Corte. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, escolheu seu ex-advogado Cristiano Zanin. 

Em 2022, o advogado e docente lançou o livro “O Colapso das Constituições do Brasil”. Na obra, Manoel Carlos fala da história das Constituições e a “falta de intimidade institucional” entre os documentos e a sociedade brasileira. 

A nomeação oficial de Lewandowski para o Ministério da Justiça já tinha resultado em futuro incerto para Ricardo Cappelli na pasta, porque os dois não têm intimidade. Além disso, o estilo midiático do atual secretário-executivo não combina com o do ministro aposentado do STF, que é mais contido. 

O Cappelli fora da pasta da Justiça causa um imbróglio do governo com o PSB. Publicamente, os pessebistas dizem que o presidente é quem deve decidir, junto com Lewandowski, como deve ficar a estrutura do ministério.

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