ADIADO

Governo Federal adia concurso unificado em todo país, nova data está indefinida

O adiamento estava sendo avaliado pela equipe ministerial do governo, diante da situação de calamidade no Rio Grande do Sul, provocada por fortes chuvas

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O governo federal decidiu adiar o Concurso Público Nacional Unificado, conhecido popularmente como “Enem dos concursos”, em todo o país.

O governo federal decidiu adiar o Concurso Público Nacional Unificado, conhecido popularmente como “Enem dos concursos”, em todo o país. O adiamento estava sendo avaliado pela equipe ministerial do governo, diante da situação de calamidade no Rio Grande do Sul, provocada por fortes chuvas que assolam a região. 

Em coletiva, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck afirmou que por segurança e por “preservar todos os 2,14 milhões inscritos”, a prova será adiada ainda sem nova data definida. 

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck, cuja pasta está à frente na organização do concurso, chegou a consultar o advogado-geral da União, Jorge Messias, sobre as providências jurídicas que podem ser tomadas sobre o caso.

Estão inscritos cerca de 2,14 milhões de pessoas na prova em 228 municípios. Um total de 80.348 pessoas (4,3% do total para o Brasil) estão inscritas para realizar as provas em 10 municípios gaúchos (3,7% do total). Os dados são do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

Nesta manhã, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta disse que o adiamento do concurso unificado custaria R$50 milhões aos cofres públicos. Houve despreparo por parte da equipe responsável pela prova. O edital do concurso não estipulava uma possível reaplicação local ou nacional  em situação de desastres naturais. É mencionado um reembolso para as pessoas que passam por esse tipo de situação no dia da prova. 

O texto define os desastres naturais como “problemas logísticos” com possibilidade de “prejuízo imprevisível e insuperável ao candidato”. Além disso, o texto também veta uma 2º chamada “seja qual for o motivo alegado para justificar o atraso ou a ausência do candidato”. 

O coordenador geral de Logística do CNU, Alexandre Retamal, já havia sinalizado que o governo não contava com a possibilidade de reaplicação.

 “É claro que se acontecer alguma situação grave, esse assunto vai ser levado para a ministra [Esther Dweck] e para uma decisão dentro do governo, mas a nossa expectativa e o nosso trabalho é para que isso não aconteça”, declarou em entrevista ao site Folha Dirigida publicada em 25 de abril.

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